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UMA BOA FORMAÇÃO DE UMA PASTAGEM. AGROSTOLOGIA

by Gushiken on 19 de setembro de 2011

O sucesso da formação de uma pastagem depende muito mais de conhecimento do que de sorte. Grande parte dos procedimentos necessários a uma boa formação,  apresentados a seguir,  não implica em aumento de custos.

1. O preparo do solo:

– inicia-se pela coleta de mostras do solo para análise. Com os resultados,  procure a ajuda de um agrônomo para fazer recomendações de calagem e adubação,  no que será considerado,  também o tipo de capim escolhido para o plantio;

– metade da quantidade de calcário recomendada deve ser esparramada na área antes da aração e a outra metade,  após a primeira gradagem;

– a primeira movimentação do solo pode ser feita com arado ou gradeadora (“grade rome”),  incorporando todo o material vegetal existente na superfície. Em seguida,  com uma grade niveladora faz-se o destorroamento do solo,  nivelamento da superfície e eliminação de eventuais invasoras. Quase sempre, duas passadas da grade niveladora são suficientes;

– a aplicação a lanço de fertilizantes deve ser feita antes da primeira gradagem niveladora ou entre a primeira e a segunda,  para uma boa incorporação do fertilizante.

2. Cuidados especiais no preparo do solo:

– as ações para o controle de erosões,  com o a construção de terraços e curvas de nível,  devem ser executadas após o nivelamento do solo;

– o destorroamento excessivo,  resultante de número exagerado de gradagens,  deve ser evitado a todo custo;

– a calagem deve ser feita entre 60 e 90 dias antes do plantio,  para que o calcário tenha tempo de reagir no solo;

– Observação: é muito importante esperar que o material vegetal incorporado ao solo pela aração apodreça antes do plantio, caso contrário,  as sementes morrerão por causa dos efeitos da fermentação deste material;

3. O plantio:

– a melhor época de plantio é quando as chuvas passam a ocorrer com maior frequência. Em áreas queimadas,  no entanto,  o plantio deve ser feito sobre as cinzas,  quer dizer,  antes da ocorrência das primeiras chuvas;

– seja qual for o método escolhido o plantio deve possibilitar a distribuição uniforme das sementes por toda a área a ser formada. No caso de plantio em linhas ou covas,  o espaçamento entre elas deve ser o menor possível:

– uma causa frequente de insucesso é o plantio de quantidades insuficientes de sementes. A boa regulagem do equipamento de plantio é uma forma de garantir que a quantidade certa de sementes seja plantada. Essa quantidade,  chamada de taxa de semeadura,  varia de acordo com o tipo de capim e lote de sementes.

– tanto a compra das sementes quanto o cálculo da taxa adequada de semeadura devem ser baseadas no Valor Cultural (%VC) da semente a ser plantada. Esse valor resulta da análise da semente em laboratório e representa a percentagem de sementes puras viáveis contida no lote de sementes. Os valores mostrados nas duas tabela acima permitem ajustar a taxa de semeadura de lotes com diferentes % VC;

– as sementes devem ser cobertas pelo solo após a sua distribuição na área. As semeadeiras de linha e as “matracas” fazem isto automaticamente. O enterrio excessivo das sementes também é uma causa frequente de insucesso na formação de pastagens. Sementes miúdas como as dos capins colonião,  Tanzânia,  Mombaça,  andropógon e setária devem ser enterradas,  no máximo, a 2 cm de profundidade, enquanto que as de brizanthão (braquiarão),  decumbens e humidícola a não mais de 4 cm;

– nos plantios a lanço,  feitos,  por exemplo,  com esparramadeira de calcário ou avião,  as sementes são depositadas sobre a superfície do solo e precisam ser logo enterradas. Isso pode ser feito:

a) com rolo compactador de ferro ou de um ou mais conjuntos de pneus lisos que podem ser construídos na própria fazenda.

Rolo de pneus lisos, rústico, utilizado para promover o enterrio das sementes de capim.

b) com grade niveladora leve fechada,  isto é,  regulada de forma que os discos fiquem paralelos à direção de avanço do equipamento,  para que não enterrem muito as sementes.

4. Cuidados especiais no plantio:

– muitos equipamentos usados para plantio (principalmente as esparramadeiras de calcário) não permitem regulagens para quantidades inferiores a 7 kg –  8 kg de sementes por hectare. Se for necessário plantar quantidades menores que estas,  areia,  fosfato de rocha,  calcário,  esterco seco e moído, pó-de-serra,  ou casca de arroz,  podem ser misturados às sementes para aumentar o volume a ser plantado;

– alguns fertilizantes,  como cloreto de potássio,  uréia e sulfato de amônia,  não podem ser misturados com as sementes porque causam sua morte. Por outro lado, o super simples granulado pode ser misturado, desde que o plantio ocorra no mesmo dia em que a mistura foi preparada;

– a rolagem,  imediatamente após a distribuição das sementes,  favorece o seu contato com o solo,  posicionando-se na profundidade adequada e possibilitando uma emergência rápida e homogênea das plantinhas. No entanto, ela não deve ser feita caso seja logo após a distribuição das sementes (porque a chuva, por si só, promove o enterrio a maior parte das sementes) nem,  tampouco,  em solos muito argilosos, especialmente,  quando úmidos;

– em plantios aéreos ou feitos com “matracas”,  devem-se utilizar sementes da Série Gold;

– trabalhar com o depósito de sementes da semeadeira sempre cheio diminui a excessiva separação (estratificação) das sementes pesadas das leves. Se isso não for feito,  as sementes pesadas (de melhor qualidade) tenderão a ser plantadas primeiro e as mais leves vão ficando para o fim. Esse problema ocorre dentro do depósito por causa da trepidação da máquina em movimento, e pode resultar em grande desuniformidade no estabelecimento da pastagem.

5. Estimando as chances de sucesso:

– para o bom início da formação de uma pastagem é necessário que se obtenham,  no mínimo, 20 plantinhas nascidas e bem distribuídas por metro quadrado no caso dos capins braquiarão (brizantão),  decumbens e humidícola; enquanto que 40 plantinhas por metro quadrado são necessárias no caso dos capins setária,  andropógon,  colonião,  Tanzânia e Mombaça.

6. Manejo de formação:

– o primeiro pastejo,  quando feito de modo correto, garante o sucesso de uma formação bem iniciada. Ele deve ser feito logo que as plantas estiverem crescidas e cobrindo toda a área plantada. Neste caso,  é melhor utilizar animais leves, jovens,  para fazer apenas um desponte das plantas. Nesta fase, se forem utilizados animais pesados,  as plantas poderão ser arrancadas durante o pastejo;

– se o primeiro pastejo for feito bem mais tarde, muitas plantas morrerão por causa da competição entre elas. Isso aumenta os espaços vazios na pastagem,  diminui a produção de capim e facilita o crescimento de ervas daninhas;

– a partir do primeiro pastejo,  à medida em que as plantas se desenvolvem,  a pastagem pode passar a ser utilizada normalmente.

7. Agrostologia:

Agrostologia é o ramo da botânica relacionado com o estudo das ervas, mais específicamente com a sua classificação.

OBJETIVOS: Reconhecer os principais gêneros, espécies de capim , leguminosas utilizados para formações de pastagem e fenação; formar pastagens e capineiras para alimentação animal; manejar adequadamente as pastagens de acordo com a classe, categoria e produção animal.

Pastagens no Brasil Brasil –  840.000.000 ha de território. (1ha =  10.000 m²) Pastagens –  198.000.000 ha, que correspondem à cerca de 21% do território.

– Temos três tipos de pastagens: Nativa:  são áreas formadas por forragens do continente americano que ocorrem de forma espontânea,  como o pampa gaúcho,  pantanal e diversas regiões de cerrado.  Como exemplo temos os capins pojuca, grama batatais,  capim Ramires,  capim canarana. Naturalizada:  são pastagens de forrageiras,  oriundas geralmente do continente africano,  introduzidas a mais de 250 anos e que ocorrem espontaneamente.  Como exemplo temos o capim colonião,  Jaraguá,  gordura,  angola. Melhorada:  formada por forrageiras oriundas de outros continentes,  introduzidas a cerca de 100 anos e podem ocorrer de forma espontânea.  Como por exemplo,  temos capim elefante,  brachiaria,  brachiarão,  quicuio da Amazônia,  tifton 85, coast-cross.

Obs: A Brachiaria é fundamental para o nosso sistema de pastagens,  porque tem baixa exigência nutricional (relacionada à fertilidade do solo),  é propagada por semente e tem grande produção de sementes.

8. GRAMÍNEAS:

9. LEGUMINOSAS:

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