Off

SUPLEMENTAÇÃO DE BOVINOS DE CORTE EM PASTAGEM NA ÉPOCA DAS ÁGUAS

by Gushiken on 06/07/2011
  1. Fabiano Alvim Barbosa, médico veterinário, mestrando em Zootecnia/EVUFMG, fabianoalvim@uol.com.br
  2. Décio Souza Graça, professor adjunto/EVUFMG, decio@vet.ufmg.br

Departamento de Zootecnia, Escola de Veterinária da UFMG, Caixa Postal 567, 30.123.970, Belo Horizonte/MG

1. INTRODUÇÃO

Atualmente com a crescente demanda do mercado por carne bovina de qualidade proveniente de um animal criado a pasto aliado a erradicação e confirmação de área de livre de febre aftosa, o país passa a ter um grande mercado para conquistar. Para obter o animal de qualidade e precoce novas tecnologias devem ser adotadas para a viabilização desta pecuária moderna e de ciclo curto.

Sob condições tropicais, o consumo de nutrientes é freqüentemente afetado adversamente por concentrações insuficientes de N, P, S, Co e até mesmo outros minerais traços, dependendo da área sob pastejo. O Brasil Central tende a ter deficiência de todos os minerais mencionados. A suplementação dos nutrientes deficientes, aumentando a concentração para atender as exigências, freqüentemente resulta em dramática resposta no consumo de alimentos e produção animal (NOLLER et al., 1997).

Em muitos sistemas de produção de ruminantes, que tem como base o uso de pastagens, nutrientes suplementares são necessários para se obter níveis aceitáveis de desempenho animal. Um desafio constante é predizer com eficiência o impacto que a suplementação terá no desempenho animal. Uma estratégia de suplementação adequada seria aquela destinada a maximizar o consumo e a digestibilidade da forragem disponível. Contudo deve-se ter em mente que o suplemento não deve fornecer nutrientes além das exigências dos animais (PARSONS & ALLISON, 1991; PATERSON et al., 1994). Este objetivo pode ser atingido através do fornecimento de todos, ou de alguns nutrientes específicos, os quais permitirão ao animal consumir maior quantidade de matéria seca disponível e digerir ou metabolizar a forragem ingerida de maneira mais eficiente (HODGSON, 1990).

O uso de suplementos múltiplos – proteína, energia, minerais, vitaminas, aditivos – na época da seca tem mostrado resultados satisfatórios evitando a perda de peso característica para animais não suplementados nesta época crítica do ano. Vários são os trabalhos que comprovam o ganho de peso de bovinos entre 0,059 a 0,740 kg/ cabeça / dia e consumo diário por cabeça de suplementos de 0,05 a 0,6% do peso vivo (VILELA et al., 1983; BARBOSA, et al., 1998; BERGAMASCHINE et al., 1998; PAZIANI et al., 1998; PAULINO, 1999; EUCLIDES, 2001b; GOMES JR. et al., 2001).

A suplementação múltipla na época das águas tem sido usada com maior ênfase após o sucesso de seu uso na época seca. Também tem sido usado o argumento de que no período chuvoso, em função do aumento das concentrações protéicas das gramíneas e da alta taxa de degradabilidade ruminal desta fração, haveria um excesso de nitrogênio em relação a disponibilidade de energia. Deste modo, parte do nitrogênio, além de não estar sendo utilizado, estaria consumindo energia para excreção urinária na forma de uréia. A suplementação passa a ter níveis nutricionais diferentes – principalmente menor teor de uréia – devido à mudança sazonal das forrageiras na época das águas em relação à época da seca, com maiores teores de energia, proteína, minerais, vitaminas e digestibilidade.

O objetivo deste trabalho é fazer uma revisão de literatura sobre o efeito da suplementação na época das águas na nutrição de bovinos em pastagens tropicais.

2. REVISÃO DA LITERATURA

2.1 Suplementação a pasto e consumo de pasto

Quando a forragem é o único alimento disponível para os animais em pastejo, esta deve fornecer energia, proteína, vitaminas e minerais exigidos para mantença e produção. Considerando que os teores destes compostos estão em níveis adequados, a produção animal será função do consumo de energia digestível (ED), uma vez que é alta a correlação entre consumo de forragem e ganho de peso. Assim a quantidade de alimento que um bovino consome é o fator mais importante a controlar a produção de animais mantidos em pastagens (MINSON, 1990).

O suplemento deve ser considerado como um complemento da dieta, o qual supre os nutrientes deficientes na forragem disponível. Na maioria das situações, a forragem não contém todos os nutrientes essenciais, na proporção adequada de forma a atender as exigências dos animais em pastejo (REIS et al., 1997).

A suplementação a pasto tem por objetivos os seguintes aspectos: corrigir a deficiência dos nutrientes da forragem, aumentar a capacidade de suporte das pastagens, fornecer aditivos ou promotores de crescimento, auxiliar no manejo de pastagens.

O sucesso da implantação de programas de alimentação para ruminantes em pastejo está baseado no fato de reconhecer a existência de dois tipos de exigências nutricionais que precisam ser preenchidas: a dos microrganismos ruminais e do animal propriamente dito a partir do metabolismo dos principais nutrientes contidos nas pastagens e ingeridos pelo ruminante, principalmente os carboidratos, proteína e minerais (OSPINA. et al., 1999).

Segundo HODGSON (1990) há poucas circunstâncias nas quais o concentrado convencional ou a forragem conservada agem realmente como suplemento, ou seja, são consumidos sem acarretar diminuição no consumo de forragem.

Neste sentido, para uma eficiente utilização de suplementos para ruminantes em pastejo, há necessidade de se conhecer as exigências dos animais. A diminuição no consumo de forragem por animais em pastejo é semelhante ao ocorrido com aqueles confinados. Em resposta a suplementação energética há uma progressiva diminuição no tempo de pastejo e tamanho do bocado (REIS et al., 1997). Quando a forragem é abundante e energia é fornecida existe aumento total de alimentos, entretanto menos que proporcional à quantidade de suplemento ingerido. Coeficientes de substituição (depressão no consumo de forragem/ingestão de suplemento) para ingredientes energéticos podem variar de 0,25 a 1,67 (MINSON, 1990). E FORBES et al. (1996) encontraram um coeficiente de substituição de 0,83 da pastagem de gramínea pelo suplemento usado. O uso de suplementos energéticos até 0,5% do peso vivo não altera o nível de ingestão e digestibilidade da matéria seca ingerida (GARCIA-YÉPES et al., 1997), entretanto o tipo de amido afeta este efeito substitutivo, onde suplementação com grão de milho acima de 0,25% do peso vivo (p.v.) resulta em efeitos adversos sobre a utilização da forragem, já o trigo somente teve efeito em níveis acima de 0,34% do p.v. (PORDOMINGO et al., 1991; HESS et al., 1996; CATON & DHUYVETTER, 1997).

A necessidade de suplementar os animais e as quantidades são dependentes das metas a serem conseguidas de acordo com o planejamento proposto na propriedade. A suplementação depende da qualidade da pastagem, sua massa disponível e tamanho da área de pastagem. Além disto, de recurso financeiro disponível, dos animais – sexo, idade, raça, estágio fisiológico -, da infraestrutura adequada de cochos e bebedouros, mão de obra, entre outros fatores.

Como é demonstrado no gráfico 1, o consumo de matéria seca de forragem diminui com a inclusão da suplementação com grãos e farelos, afetando também a digestibilidade aparente da fibra detergente neutro.

Gráfico 1 – Médias de consumo de matéria seca total (CMST), matéria seca de forragem (CMSF), digestibilidade aparente da fibra detergente neutro (DFDN) da dieta total, em função dos diferentes tratamentos.

  • SAL – sal mineral

  • MS1 – Milho e farelo de soja 1 kg/cab/dia – MS2- Milho e farelo de soja – 2 kg/cab/dia

  • TS1 – Farelo trigo e de soja 1 kg/cab/dia – TS2 – Farelo trigo e de soja – 2 kg/cab/dia.

  • Pastagens de Brachiaria decumbens – Animais – Limousin x Nelore – 396 kg peso vivo

Fonte: Detmann et al. (2001)

2.2 Suplementação na época das águas

Pequenas quantidades de energia e N prontamente solúveis podem aumentar a digestão da forragem de baixa qualidade e, em alguns casos, o seu consumo (SIEBERT & HUNTER, 1982; OWENS et al., 1991). A produção de N microbiano no rúmen pode ser limitada também pelo suprimento de substratos facilmente fermentescíveis no caso de forragens tropicais; assim pequenas quantidades de grãos, no caso de animais em crescimento, para elevar a quantidade de N microbiano que chega ao intestino delgado pode melhorar a performance . De acordo com SIBERT & HUNTER (1982), a resposta na produção de animais em pastejo ao uso de suplemento é, provavelmente influenciada pelas características do pasto e do suplemento, bem como pela maneira de seu fornecimento e pelo potencial de produção do animal.

As flutuações no valor nutritivo das pastagens também ocorrem na época das chuvas e são capazes de influenciar a produção animal (LOPES et al., 1998). A suplementação passa a ter níveis nutricionais diferentes – principalmente menor teor de uréia – devido à mudança sazonal das forrageiras na época das águas em relação à época da seca, com maiores teores de energia, proteína, minerais, vitaminas e digestibilidade. Entretanto, acredita-se que à medida que a estação das chuvas vai avançando, principalmente no seu terço final, o teor de proteína bruta das pastagens vai decrescendo , justificando, assim, a inclusão da uréia em pequenas proporções neste tipo de mistura (TOMICH et al., 2002).

Normalmente, animais respondem a suplemetação extra de protéina durante a época das águas, período quando a qualidade da pastagem em termos de digestibilidade e proteína são altas. Suplementos energéticos a nível ruminal e suplementos com alto teor de protéina não degradada no rúmen (PNDR) podem ter efeitos benéficos similares. Outra estratégia é a de suplemtação com frações protéicas com altos níveis de aminoácidos essenciais, mas de baixa degradabilidade ruminal, mas os níveis requeridos destes aminoácidos não estão biologicamente mensurados (POPPI & MCLENNAN, 1995).

O consumo de energia e proteína do bovino deve ser balanceado para otimizar a fermentação e maximizar a produção de proteína microbial. Consumo excessivo de proteína sem quantidade adequada de energia resulta em perda de nitrogênio na excreta. Perdas de proteína podem ocorrer com gramíneas e leguminosas quando a quantidade de proteína excede a 210 gramas de PB/ kg de matéria orgânica digestível. Gramíneas tropicais com degradabilidade entre 55 e 65% dificilmente ultrapassarão este limite crítico, com exceção de pastagens adubadas com nitrogênio (POPPI & MCLENNAN, 1995).

Cerca de 75% do carboidrato digerido pelos ruminantes é fermentado pelos micróbios no rúmen, com estes micróbios suprindo cerca de 50% da proteína (aminoácidos) necessária pelo animal ruminante (NUTRIENT Requeriments of Beef Cattle, 1984). Suplementos energéticos para o rúmen e suplementos com alto teor de proteína escape seriam igualmente benéficos. O tipo de energia suplementada é importante, uma vez que a energia deve estar disponível para os micróbios ao mesmo tempo em que o NH3 (NOLLER et al., 1997). Suplementos energéticos parecem ter sua importância destacada quando existe potencial para alta produção de NH3 e perda de proteína a nível ruminal. Isto certamente ocorre com pastagens temperadas, especialmente na primavera, com algumas leguminosas tropicais e com gramíneas tropicais imediatamente após período chuvoso (GRANDINI, 2001).

A relação energia e proteína no rúmen varia de acordo com o sitema de produção, categoria animal, nível de produção, tipo de alimentação. Segundo POPPI & MCLENNAN, (1995), os tipos de suplementos energéticos para forragens são divididos em três categorias: amido (p.ex., sorgo e cevada), açucares (p.ex., melaço), e fibras (p.ex., polpa de beterraba e abacaxi) sendo que este último são eficientes em captação de amônia, além de apresentarem fibras de alta digestibilidade e baixa proteína, entretanto seu conteúdo de fibra pode ter efeito substitutivo, e preferencialmente deve ser usado em dietas com baixos conteúdos de fibra. O melaço apresenta alta taxa de fermentação e não contribui para efeito de distensão ruminal podendo ser usado em dietas com altas fibras. A suplementação de grão e amido é que possui maior quantidade de trabalhos de pesquisas, sendo seu efeito de substtituição bastante documentado. Entretanto, a distinção entre amido rapidamente fermentado (trigo e cevada) e lentamente fermentado (sorgo e milho) contribui para maior quantidade de amido que escapa a fermentação ruminal. Apresentando então, diferenças de quantidade de matéria orgânica fermentada no rúmen, captação de amônia, síntese microbiana e consequentemente proteína que chega ao intestino.

PAQUAY et al. (1973) estabeleceram uma relação ótima de nitrogênio digestível (g) e energia metabolizável (MJ) com valores de 1,55; 1,3; 1,1; para os primeiros três meses, 6o. e 7o., 10o. mês de lactação. HUBER & HERRERA-SALDANHA (1994), sugerem uma relação de 1,5 a 2,25 entre amido e PDR para vacas em lactação com dietas em altas em enregia. HOOVER & STOKES (1991) estabeleceram que a máxima digestão da matéria seca, síntese e produção de proteína microbiana foram obtidas com dietas contendo 10 a 13% de PDR e 56% do total de carboidratos na forma de CNE (carboidratos não estrutural). Segundo NUTRIENT Requeriments of Beef Cattle (1996) em dietas com mais de 40% de forragem a proteína microbiana (PM) é igual 12,8% dos nutrientes digestíveis totais (NDT) ingeridos.

ELIZALDE et al. (1998) avaliou a performance de novilhos em pastejo, sob forrageira de alta qualidade (20,7% PB/ mat. org.) com diferentes quantidades (0,5 X 1,0% do peso vivo) e tipos de suplementos (protéicos e energéticos). A performance obtida foi maior para todos os tratamentos em relação ao tratamento sem suplementação, entretanto não foi verificado diferenças entre tipos de suplemento.

Segundo EUCLIDES (2001a) quando as pastagens são manejadas, durante a época das águas nas suas capacidades de suporte, as gramíneas tropicais são capazes de promover ganhos de peso entre 600 e 800 g/dia. Por outro lado, ganhos acima de 1.000 g/cabeça/dia podem ser obtidos quando as pastagens são utilizadas com baixa pressão de pastejo (GUERRERO et al., 1984; ALMEIDA et al. 2000; PAULINO et al., 2000b). Pois a pressão de pastejo passa a ter efeito sobre o consumo de nutrientes a partir do ponto em que disponibilidade de forragem limita diretamente o consumo de matéria seca (PAULINO et al. 2002).

Isso evidencia que, de modo geral, sistemas de produção baseados no uso exclusivo de pasto não utilizam o potencial genético do animal. Assim, para solucionar o impasse criado por essa dicotomia entre a produção/animal e a produção/área pode-se utilizar a suplementação alimentar durante o período das águas. Nesse caso, vale ressaltar a importância do efeito substitutivo, pois, geralmente, a suplementação alimentar em uma pastagem de alta qualidade resulta em redução de consumo da forragem por parte do animal, como conseqüência de sua substituição pelo concentrado. Isso se dá em função do controle quimiostático, que é sensível à quantidade de energia digerível ingerida. Dessa forma, para se evitar esse efeito de substituição, a suplementação, durante o período das águas, deve ser utilizada para corrigir nutrientes específicos que estão deficientes na forrageira. Por exemplo, mesmo no início do período das águas, as pastagens de B. decumbens e B. brizantha, sob pastejo contínuo, apresentam conteúdos de PB inferiores (EUCLIDES, 2000) ao necessário para produção máxima que, segundo ULYATT (1973), é de 12% para todos os propósitos em um rebanho de bovino de corte. Durante esse período, também são encontradas deficiências de macro e micronutrientes nas forrageiras. Assim, a utilização de uma mistura mineral múltipla poderia corrigir essas deficiências.

Animais freqüentemente respondem a proteína extra durante a estação de águas, um período em que a qualidade da pastagem, em termos de digestibilidade e conteúdo de proteína é alta, ensejando ganhos adicionais diários de 200-300 g/animal. (PAULINO et al. 2002). Os trabalhos de pesquisas mostram ganhos de pesos médios diários de bovinos, na fase de recria, variando de 0,543 a 1,380 kg /cabeça/dia, para consumos de suplementos de 0,2 a 0,5% do peso vivo (Tab. 1) e mostram ganhos de pesos médios diários, na fase de engorda, variando de 0,671 a 1,24 kg /cabeça/dia para consumos de suplementos de 0,06 e 1,2% do peso vivo (Tab. 2).

Tabela 1 – Ganhos de pesos diários (GPD) de bovinos recebendo diferentes suplementos, com diferentes ingestões em diferentes pastagens

ANIMAIS

PASTAGEM

SUPLEMENTO

INGESTÃO

GPD (kg/dia)

ZERVOUDAKIS et al. 2000

Novilhas HZ 14m; 245 kg 1,5 UA / ha

B. brizantha 14,2 ton MS/ha

40% Proteína Bruta

0,2% do peso vivo

SM – 0,708 b MFG – 0,883 a MFS – 0,920 a

MARCONDES et al. 2001

Novilho (as) Guzerá, 12 a 15 m; 237 kg

B. decumbens 2,6 ton MS / ha

diferentes fontes protéicas e energéticas

0,5% do peso vivo

SM – 0,500c M – 0,621 bc PDR – 0,731 ab PNDR – 0,765 ab – PNDR – 0,658abc + PNDR – 0,787 a

PAULINO et al. 2002

267 kg p.v.

Braquiária

41% Proteína Bruta

0,5% do peso vivo

SM – 1,16 a M – 1,29 a MDPS – 1,38 a SG – 1,16 a

ZERVOUDAKIS et al. 2002

172 kg p.v.

53% Proteína Bruta

0,4% do peso vivo

SM – 0,82 a MFS – 0,95 a FGFS – 1,02 a FTFS – 0,97 a

CAVAGUTI et al. 2002.

Novilhas 269 kg peso vivo (kg.p.v.) 2,8 UA / ha

Brachiaria decumbens 4,91% proteína bruta

25% Proteína Bruta

0,13% P.V.

SM – 0,410 b FA – 0,480 a

MARIN et al. 2002

Novilhos 232 kg.p.v. 0,88 UA / ha (unidade animal / hectare)

Brachiaria decumbens, 4,2 ton MS/ha, 6,1% PB

78% PB 34% PB 24% PB 18% PB

0,1% p.v. 0,3% p.v. 0,5% p.v. 0,75% p.v.

SM – 0,751b 78% – 0,747 b 34% – 0,882 ab 24% – 0,863 ab 18% – 0,953a

ARAGÓN V.E.F, 2002

Novilhas HZ 286 k.p.v., 7 UA / ha

P. maximum 1,8 ton MS disponível “pastejada”/ ha

6,5% Proteína Bruta

0,1 e 0,3% do peso vivo

Pasto – 0,540 a Sup. 0,1%- 0,543 a Sup.0,3% – 0,627 a

  • SM – Sal mineral;

  • MFG – milho e farelo de glúten; MFS – milho e farelo soja;

  • M – milho; SG – sorgo moído;

  • MDPS – milho desintegrado, palha e sabugo;

  • PDR – suplemento com proteína degradada no rúmen;

  • PNDR – sup. prot.não degradada no rúmen;

  • PNDR – sup. com 20% menos de prot. não degrada no rúmen;

  • + PNDR – sup. com 20% mais prot. não deg. rúmen;

  • FGFS – far. soja e farelo de glúten;

  • FTFS – far. de trigo e far. de soja;

  • FA – farelo de algodão.

Médias de ganho de peso diário com letras diferentes entre si diferem estatisticamente (P<0,05).

Tabela 2 – Ganhos de pesos diários (GPD) de bovinos recebendo diferentes suplementos, com diferentes ingestões em diferentes pastagens.

ANIMAIS

PASTAGEM

SUPLEMENTO

INGESTÃO

GPD (kg/dia)

GOES et al. 2000

Novilhos Nelore inteiros 335 kg

B. radicans e capim gordura

48% e 14,5% Proteína Bruta

0,06% do peso vivo

SM – 0,600b 48% PB – 0,880a 14,5% PB- 0,760 ab

PAULINO et al. 2000 a

Novilhos HZ inteiros; 365 kg; 1,27 an/ha

B. decumbens 9,95 ton MS / ha

12,5% e 5,8% Proteína Bruta

0,09 e 0,05% do peso vivo

SM – 1,22a M – 1,19a MFA – 1,24a

PAULINO et al. 2000 b

Novilhos HZ inteiros; 367 kg; 2,57 an/ha

Andropogon 9,95 ton MS / ha

16,7% e 5,8% Proteína Bruta

0,20 e 0,17% do peso vivo

SM – 1,15a M – 1,04a MFS – 0,98 a

PÁDUA et al. 2001

Novilhos inteiros 22 m, 400 kg

P. maximum > 2 ton MS/ha

20% PB

0,8 a 1,2% do peso vivo

SM – 0,08a 0,8% – 0,671 b 1,0% – 0,720b 1,2% – 0,748b

PROHMANN et al. 2001

Novilhos cruzados, 13m, 363 kg, 6,3 UA/ha

Coast cross

Casca de soja

0,2 a 0,6% do peso vivo

SM – 0,859 0,2% – 0,853 0,4% – 0,949 0,6% – 0,988

ALCALDE et al. 2002

Novilhos 357 kg.p.v., 1,8 animal/

hectare

B. brizantha , 1,97 t MS/ha , pressão pastejo 7%, 6,7% PB

41 % PB

0,2% do peso vivo

SM – 0,725b 0,2% – 1,064a

  • SM – Sal mineral;

  • MFA – milho e farelo de algodão; MFS – milho e farelo soja;

  • M – milho;

Médias de ganho de peso diário com letras diferentes entre si diferem estatisticamente (P<0,05).

2.3 Relação benefício X custo da suplementação na época das águas

O uso da suplementação implica em maior capital investido no início do trabalho. Para que esta técnica seja difundida é necessário que seja economicamente viável, isto é, apresente uma relação benefíco x custo positiva. O ganho em peso do animal tem que pagar o investimento com a suplementação.

EUCLIDES (2001b) suplementou novilhos em pastagens de B. decumbens e B. brizantha, com uma mistura múltipla na base de 0,2% do peso vivo. Os novilhos suplementados apresentaram ganhos médios diários de 740 g/dia e os não suplementados de 535 g/dia. O custo da suplementação foi de R$ 26,00/novilho, e a diferença de cerca de 200 gramas/cab/dia em 184 dias significa 36,8 kg de peso vivo ou 1,28@ (52% de rendimento de carcaça). Esta diferença de cerca de 40 kg significa R$ 56,00 (@ = R$ 44,00) ou ainda que este animal poderá ser abatido no período seco subseqüente sem ter que permanecer mais uma estação na propriedade.

TOMICH et al. (2002) não encontraram diferenças estatísticas no ganho de peso de novilhos Nelore em pastagens de Brachiaria brizantha e B. ruziziensis, suplementados com mistura múltipla, durante a época das águas, com consumo de 168 gramas/cabeça/dia. Entretanto, ao analisarem o lucro líquido por cabeça (receita – custo de suplementação) encontraram R$ 86,40/cabeça para a mistura múltipla e R$ 84,09/cabeça para o suplemento mineral (controle), com uma relação benefício x custo de 21% superior para a mistura múltipla.

Resultados semelhantes encontraram ZERVOUDAKIS et al. (2002) ao trabalharem com novilhas mestiças Holandês – Zebu, em pastagens de Brachiaria brizantha suplementadas diariamente com 0,5 kg de milho e farelo glúten milho (MFGM) e 0,5 kg de milho e farelo de soja (MFS), durante a época das águas. O tratamento MFGM proporcionou um ganho excedente em relação ao controle (suplemento mineral) de 0,175 kg/cabeça/dia enquanto o MFS de 0,212 kg/cabeça/dia. O que significa R$ 0,25 /dia para MFGM e R$ 0,30/dia para o MFS. Os custos da suplementação foram de R$ 0,24 / dia para MFGM e de R$ 0,22 para o MFS.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os suplementos múltiplos são uma das ferramentas para conseguir otimizar e maximizar esta produtividade em escala na propriedade rural. Propiciando ganhos elevados desde a recria ao abate, fazendo com que estes animais possam ser abatidos com idades entre 16 a 24 meses a pasto (ganho médio diário acima de 0,720 kg).

Uma condição necessária para produzir estes animais a pasto e a custo mais baixo é a otimização do sistema de produção, por meio de técnicas como:

  • um correto manejo da pastagem aliado à incorporação de nitrogênio para proporcionar alimentos de alto valor nutritivo para os animais e altas cargas de suporte;

  • uma suplementação balanceada com proteína, energia e minerais para suprir as deficiências encontradas nas nossas pastagens tropicais;

Os resultados alcançados refletirão em um abate mais cedo dos animais com aumento de produtividade (kg de carne/hectare/ano) e taxa de desfrute, bem como um aumento do capital de giro e diminuição do tempo de permanência do animal nas pastagens. Além de precocidade da idade da fêmea ao primeiro parto, contribuindo para maior número de bezerros nascidos/hectare/ano.

Para uma tomada de decisão da suplementação do rebanho deverá ser feita uma análise benefício X custo, levando em consideração o custo da suplementação, o ganho em arrobas, o custo de permanência diária do animal na propriedade e o retorno do capital investido.

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALCALDE, C.R., GARCIA, J., ANDRADE, P., ROSSI, J. Suplementação protéica em pastagens de “Brachiaria brizantha” no período das águas. In: Reunião Anual da Soc.Bras.Zoot., 39. Anais… Recife, 2002. CD-ROM.

ALMEIDA, E.X., MARASCHIN, G.E., HARTHMANN, O.E.L., RIBEIRO FILHO, H.M.N., SETELICH, E.A. Oferta de forragem de capim-elefante anão “Mott” e rendimento animal. Rev.Bras.Zoot., 29 (5):1288-1287, 2000.

ARAGON, V.E.F. Suplementação energética em novilhas mestiças mantidas a pasto. Belo Horizonte, UFMG, 2002 (no prelo).

ASTIGARRAGA, L. Técnicas para la medición del consumo de rumiantes en pastoreo. In: Simpósio sobre Avaliação de Pastagens com animais. Anais… Maringá: UEM, 1997. p.1-23.

BARBOSA, F.A, VILELA, H., TAVARES, P.F. Efeito de diferentes misturas múltiplas no desempenho de animais nelore na época da seca. 1º Congr. Nordestino de Produção Animal, v.2, p.25, Fortaleza, 1998.

BERGAMASCHINE, A.F., ALVES, J.B., ANDRADE, P., ISEPON, O.J. Efeito da lotação sobre o desenvolvimento de novilhos Guzerá recebendo suplemento múltiplo, durante a época da seca. In: XXXV Reunião Anual da Soc.Bras.Zoot., v.1, p.230. Anais…, Botucatu, 1998.

CATON, J.S., DHUYVETTER, D.V. Influence of energy supplementation on grazing ruminants: requirements and reponses. J. Anim. Sci., v.75, p.533-542, 1997

CAVAGUTI, E., ZANETTI, M.A., MORGULIS, S.C.F. Suplementação protéica para novilhas mantidas a pasto no período das águas. In: Reunião Anual da Soc.Bras.Zoot., 39. Anais… Recife, 2002. CD-ROM.

DETMANN, E., PAULINO, M.F., ZERVOUDAKIS, J.T., VALADARES FILHO, S.C., LANA, R.P., QUEIROZ, D.S. Suplementação de novilhos mestiços durante a época das águas: parâmetros ingestivos e digestivos. Rev.Bras. Zootecnia, v.30, n.4, p.1340-1349, 2001.

DETMANN, E., PAULINO, M.F., ZERVOUDAKIS, J.T., VALADARES FILHO, S.C., EUCLYDES, R.F., LANA, R.P., QUEIROZ, D.S. Cromo e indicadores na determinação do consumo de novilhos mestiços suplementados a pasto. Rev.Bras. Zootecnia, v.30, n.5, p.1600-1609, 2001.

ELIZALDE, J.D., CREMIN, J.D., FAULKNER, D.B., MERCHEN, N.R. Performance and digestion by steers grazing tall fescue and supplemented with energy and protein. J. Anim. Sci., 76, p-1691-1701, 1998.

EUCLIDES, V.P.B. Alternativas para intensificação da produção de carne bovina em pastagem. Campo Grande: Embrapa Gado de Corte, 2000. 65p.

EUCLIDES, V.P.B. Suplementação de bovinos de corte. In: II Encontro Nacional da Indústria de suplementos minerais. Anais… São Paulo/SP, ASBRAM, 2001, CD-ROM.a

EUCLIDES, V.P.B. Produção intensiva de carne bovina em pasto. In: II Simpósio de Produção de Gado de Corte. Anais… Viçosa/MG. UFV, DZO, p.55-82, 2001.b

FORBES, T.J., RAVEN, H.M., ROBINSON, K.L. Observations on the graes grazeal by young cattle with or without barley suplementations. J. Beit. Grass. Soc., Oxford, v.21, n.2, p.167-173, 1966.

GARCIA-YEPEZ, P., KUNKLE, W.E., BATES, D.B., MOORE, J.E., THATCHER, W.W., SOLLEMNBERG, L.E. Effects of supplemental energy source and amount of forage intake and performance by steers and intake and diet digestibility by sheep. J. Anim. Sci., v.75, p.1918-1925, 1997.

GOES, R.H.T.B., MANCIO, A.B., LANA, R.P. et al. Desempenho de novilhos nelore em terminação a pasto recebendo suplementação durante a época das águas. In: Reunião Anual da Soc.Bras.Zoot., 37. Anais… Viçosa, 2000. CD-ROM.

GOMES JR., P., PAULINO, M.F., DETMANN, E. et al. Fontes de proteína em suplementos múltiplos para recria de novilhos durante a época da seca. In: Reunião Anual da Soc.Bras.Zoot, 38. Anais… Piracicaba, 2001. CD-ROM

GRANDINI, D.V. Produção de bovines a pasto com suplementos protéicos e/ou energéticos. In: Reunião Anual da Soc.Bras.Zoot., 38, v.1, p.235-245. Anais., Piracicaba, 2001.

GUERRERO, J.M.; CONRAD, B.E.; HOLT, E.C.; WU, H. Prediction of animal performance on bermudagrass pasture from available forage. Agronomy Journal, 76:577-580,1984.

HESS, B.W., KRYSL, L.J., JUDKINS, M.B., HOLCOMBE, D.W., HESS, J.D., HANKS, D.R., HUBER, S.A. Supplemental craked corn or wheat bran for steers gazing endophyte-free fescue pasture: effects on live weight gain, nutrient quality, forage intake, particulate and fluid kinetics, ruminal fermentation and digestion. J. Anim. Sci., v.74, p.1116-1125, 1996.

HODGSON, J. Grazing management. Sci. J. Group, U.K. Lt. Essex., p.203, 1990.

HOOVER, W.H., STOKES, S.R. Balancing carbohydrates and proteins for optimum rumen microbial yeld. J. Dairy Sci., v.74, p. 3630-3644, 1991.

HUBER, J.T., HERRERA-SALDANHA, R. Sinchrony of protein and energy supply to enhance fermentation. In: Principles of protein nutrition of ruminants. ASPLUND, J.M. (Ed.). Boca Raton: CRC Press, 1994, p.113-126.

LOPES, H.O.S., PEREIRA, E.A., NUNES, I.J., et al. Suplementação de baixo custo para bovinos: mineral e alimentar. Brasília: EMBRAPA-SPI, 1998. 107p.

MARCONDES, P.C.F., ALVES, J.B, ISEPON, O.J., BERGAMASCHINE, A.F. Desempenho de bovinos em pastagens de Brachiaria decumbens suplementados com proteína e energia no período das águas. In: Reunião Anual da Soc.Bras.Zoot., 38. Anais… Piracicaba, 2001 CD-ROM

MARIN, C.M., ALVES, J.B., BERNARDI, J.R.A, et al. Efeito da suplementação energético-protéica sobre o desempenho de bovinos de corte mantidos em pastagens de Brachiaria decumbens durante o período das águas. In: Reunião Anual da Soc.Bras.Zoot., 39. Anais… Recife, 2002. CD-ROM.

MINSON, D.J. Forage in ruminant nutrition. Academic Press: New York. 483p., 1990

NOLLER, C.H., NASCIMENTO Jr., D., QUEIROZ, D.S. Exigências nutricionais de animais em pastejo. In : Simpósio sobre manejo de pastagens.13, Piracicaba. Anais… Piracicaba. Peixoto, A.M., Moura, J.C., Faria, V.P. (ed.) FEALQ. 1997. p. 319-352

NUTRIENT Requeriments of Beef Cattle. Washington, D.C., 6 ed., 90 p., 1984.

NUTRIENT Requeriments of Beef Cattle. Washington, D.C., 7 ed., 242 p., 1996.

OSPINA, H., PRATES, E.R., BARCELLOS, J.O.J. A suplementação mineral e o desafio de otimizar o ambiente ruminal para a digestão da fibra. In: Encontro Anual sobre Nutrição de Ruminantes da UFRGS – Suplementação Mineral de Bovinos, 1. Porto Alegre. p. 37-60, 1999.

OWENS, F.N., GARZA, J., DUBESKI, P. Advances in amino acids and N nutrition in grazing ruminant. In: Grazing livestock nutrition conference, 2, Stemboat Springs, Proceedings…, Stemboat Springs: Oklahoma State University, 1991, p.109-137.

PÁDUA, J.T., ORSINE,G.F., HONORATO, J.R. Avaliação dos níveis de suplementação mineral protéica no desempenho de novilhos recriados em pastagem de Panicum maximum cv. Tanzânia. In: Reunião Anual da Soc.Bras.Zoot., 38. Anais… Piracicaba, 2001. CD-ROM.

PAQUAY, R., GODEEAU, J.M., deBAERE, R., LOUSSE, A. Utilization of nutrients by dairy cow and optimal N:energy ratio in the diet. J. Dairy Res., v.40, p.329-333, 1973.

PARSON, S.D., ALLISON, C.D. Grazing management as et affects nutrition animal production and economics of beef production. In: Vet. Clin. of Nth Am., Mass. J. (ed) W.B.S. Co. Philadelphia, p.77-97, 1991.

PATERSON, J.A., BELYEA, R.L., et al. The impact of forage quality on suplementation regimen on ruminant animal intake and performace. In: Forage, quality, evolution and tulization. FAHEY, Jr., G.C. (ed), ASA, C.S.S.A., Madson, Wisconsim, p.59-114, 1994.

PAULINO, M.F. Misturas múltiplas na nutrição de bovinos de corte a pasto. In: Anais do Simpósio Goiano sobre Produção de Bovinos de Corte. p. 95-104, Goiânia. Anais…, 1999.

PAULINO, M.F., KABEYA, K.S., VALADARES FILHO, S.C., PEREIRA O.G. Suplementação de novilhos mestiços em pastagem de Brachiaria decumbens durante o período das águas. In: Reunião Anual da Soc. Bras.Zoot., 37. 2000. Anais… Viçosa, 2000a. CD-ROM.

PAULINO, M.F., KABEYA, K.S., VALADARES FILHO, S.C., PEREIRA O.G. Suplementação de novilhos mestiços no período das águas em pastagem de Andropogon gayanus. In: Reunião Anual da Soc.Bras.Zoot., 37. Anais… Viçosa, 2000b. CD-ROM.

PAULINO, M.F., ZERVOUDAKIS, J.T, DE MORAES, E.H.B.K., DETMANN, E., VALADARES FILHO, S.C. Bovinocultura de ciclo curto em pastagens . In: Simpósio de Produção de Gado de Corte, 3, Anais… Viçosa/MG: UFV, DZO, p.153-196, 2002.

PAZIANI, S.F., ANDRADE, P., ALCADE, A.R. Acabamento de bovinos em pastagens no período da seca utilizando-se milho inteiro e soja integral, ou milho moído e farelo de soja. In: Reunião Anual da Soc.Bras.Zoot., 35, v.1, p.500-502, Anais… Botucatu, 1998

POPPI, D.P., McLENNAN, S.R. Protein and energy utilization by ruminant at pasture. J. Anim. Sci., v.73,n.1, p.278-290, 1995.

PORDOMINGO, A.J., WALLACE, J.D., FREEMAN, A.S. et al. Supplemental corn grain for steers grazing native rangeland during summer. Journal of Animal Science, v.69, p.1678-1687, 1991.

PROHMANN, P.E.F., BRANCO, A.F., CECATO, U. et al. Efeitos da suplementação energética no verão sobre o desempenho de novilhos precoces. In: Reunião Anual da Soc. Bras. Zoot., 38. Anais… Piracicaba, 2001. CD-ROM.

REIS, R.A., RODRIGUES, L.R.A., PEREIRA, J.R.A. Suplementação como estratégia de manejo de pastagem. In: Simpósio sobre manejo de pastagem, 13, p.123-150, Anais… Piracicaba, 1997.

SIEBERT, B.D., HUNTER, R.A. Supplementary feeding of grazing animals. In: Hacker, J.B. (ed.). Nutritional limits to animal production from pastures. Farnham Royal: Commonwealth Agricultural Bureuax, 1982, p.409-425.

TOMICH, T.R., LOPES H.O.S., PIRES, D.A.A. et al. Suplementação com mistura múltipla contendo uréia como fonte de nitrogênio para bovinos em pastagens de braquiária no período das águas. In.: Reunião Anual da Soc.Bras.Zoot., 39. Anais… Recife, 2002. CD-ROM

ULYATT, M.J. The feeding value of herbage. In: BUTLER, G.W.; BAILEY, R.W. Chemistry and biochemistry of herbage. London: Academic Press, v.3, p.131-178, 1973;

VILELA, H., DEMTCHENKO, A., VILELA, D., CARNEIRO, A.M. Acabamento de novilhos azebuados em pastagens estabelecidas em região de clima semi-árido, suplemetadas com minerais, uréia e milho, durante o período de seca. In: Reunião Anual da Soc.Bras.Zoot., 20, Anais… 1983. Pelotas, p-123.

ZERVOUDAKIS, J.T., PAULINO, M.F., DETMANN, E. et al. Desempenho de novilhas mestiças suplementadas durante o período das águas. In: Reunião Anual da Soc.Bras.Zoot., 37. Anais… Viçosa, 2000. CD-ROM.

ZERVOUDAKIS, J.T., PAULINO, M.F., DETMANN, E., VALADARES FILHO, S.C., LANA, R.P., CECON, P.R. Desempenho de novilhas mestiças e parâmetros ruminais em novilhos, suplementados durante o período das águas. Rev.Bras.Zoot., v.31, n.2, p.1050-1058, 2002 (suplemento).

Comments are closed.

Seo Packages