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MOMBAÇA – Panicum maximum cv. Mombaça

by Gushiken on 20 de junho de 2011

Nome científico: Panicum maximum Jacq.

Cultivar: Mombaça (ORSTOM K190A; BRA 006645)
Fertilidade do solo: Alta
Forma de crescimento: Touceira cespitosa
Altura: Até 1,6 m
Utilização: Pastejo direto, silagem e fenação
Digestibilidade: Excelente
Palatabilidade: Excelente
Precipitação pluviométrica: Acima de 800 mm anuais
Tolerância à seca: Média
Tolerância ao frio: Média
Teor de proteína: 12 a 16% na MS
Profundidade de plantio: 0,5 a 1,0 cm
Ciclo vegetativo: Perene
Produção de forragens: 20 a 28 t/Ha/ano de Matéria Seca (MS)
Solos úmidos: Baixa tolerância
Consorciação: Todas as leguminosas, principalmente as trepadeiras

ORIGEM

Cultivar introduzido no Brasil pela EMBRAPA, coletado em 1967 próximo a Korogwe na Tanzânia (África), pelo ORSTOM (Institut Français de Recherche Scientifique pour le Developpement em Coopération), em 1969.
Foi avaliado além do Brasil, no México, Cuba e Colômbia.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS

É uma planta cespitosa de ciclo anual, com altura média de 1,65 m, folhas quebradiças, com largura média de 3,0 cm e sem cerosidade. As lâminas apresentam poucos pelos, duros e curtos, principalmente na face superior. As bainhas são glabras. Os colmos são levemente arroxeados. A inflorescência é uma panícula, com ramificações primárias longas e secundárias longas apenas na base. As espiguetas são glabras e uniformemente distribuídas, de coloração arroxeada em aproximadamente 1/3 da superfície externa. O verticilo normalmente apresenta micropilosidade.

CARACTERÍSTICAS AGRONÔMICAS

Com relação à acidez e a fertilidade do solo, é exigente igual aos outros cultivares de Panicum maximum, no entanto, tem apresentado maior eficiência na utilização do fósforo do solo que os demais cultivares. Assim, para o mesmo teor de P extraível, o Mombaça tem apresentado maiores produções de matéria seca total e de folhas. Após dois anos, em solo de cerrado adubado, em condições de pastejo, quando comparada ao Tobiatã, além de proporcionar maior lotação, apresentou maiores produções de matéria seca e teores mais elevados de fósforo nas folhas.
Em um grama de sementes de Mombaça, existem aproximadamente 770 sementes puras, a mesma quantidade que o Colonião.
O Mombaça produziu 33 t/Ha/ano de matéria seca foliar em parcelas sob cortes manuais, ou seja, 130% e 28% a mais que o Colonião e Tanzânia I, respectivamente. Apresentou menor estacionalidade de produção que o Colonião; enquanto o Mombaça e Tanzânia I produziram, na seca, 11% do total anual, a cv. Colonião produziu apenas 3%. O cultivar Mombaça apresentou também uma alta porcentagem de folhas (82%), semelhante à Tanzânia I (80%), porém muito mais elevada que o Colonião (62%). Os teores de proteína bruta nas folhas e nos colmos foram de 13,3% e 9,7%, respectivamente, e sem grandes variações ao longo do ano.
Com relação à cigarrinha, houve uma superioridade com relação ao cv. Tobiatã, mas inferior ao cv. Tanzânia, tendo, portanto, média resistência à cigarrinha.
Em três anos sob um sistema de pastejo flexível, o Mombaça e Tobiatã tiveram 14 dias de pastejo e 60 dias de descanso, durante o período seco. Durante as águas, no entanto, o Tobiatã possibilitou 12 dias de pastejo e 37 de descanso, enquanto que a Mombaça, 14 dias de pastejo e 35 dias de descanso. Estes resultados propiciaram estimativas da capacidade de suporte de 2,3 U.A. para a Mombaça e 2,0 U.A. para o Tobiatã.
Esta diferença deve-se à maior porcentagem de folhas apresentadas pela Mombaça, que foi em média, durante o ano de 47% e para o Tobiatã de 38%.

UTILIZAÇÃO E MANEJO

Recomendado para bovinos em fase de engorda e produção leiteira. Pode ser consumida por equinos e ovinos. O Mombaça por apresentar talos mais grossos que o Tanzânia, deve ser pastejado sempre verde. Se os animais forem colocados em pastagens, maduros e passados de Mombaça, irão refugar estes talos grossos e lignificados, acarretando um “envaretamento” das plantas e como consequência o início do processo de degradação da pastagem.
O Mombaça é uma forrageira que deve ser intensamente explorada durante o período chuvoso, época em que o crescimento é mais intenso e a qualidade nutricional também é maior. A distribuição da forragem produzida durante o ano, é mais bem distribuída nesta pastagem, que apresenta período de florescimento também mais tardio que os demais Panicum maximum.
No período chuvoso a quantidade de dias para a recuperação deste pasto após o pastejo deve ser de no máximo 30 dias.

QUANTIDADE DE SEMENTES NO PLANTIO

Recomendações da Sementes Sertão, dependendo das condições de plantio:

35 VC% – 10 a 12 Kg/Ha

50 VC% – 6 a 7 Kg/Ha

Semente Revestida – 14 a 15 Kg/Ha

É indicado o uso de 300 a 320 pontos de Valor Cultural (VC)/ha

As condições de plantio referem-se ao preparo de solo, as condições climáticas da região (chuva, temperatura do solo e luminosidade), se o solo foi corrigido (calagem) e fertilizado, se há problemas com insetos (formigas, cupins, grilos, gafanhotos, lagartas, cigarrinhas, etc), se há problemas com a infestação de ervas daninhas, etc.

Estas informações deverão ser obtidas com o proprietário ou o administrador, pois são estas pessoas que conhecem melhor a região, para recomendarmos a quantidade necessária de sementes no plantio, assim como a forma em que será plantada.

 

agrogushi@gmail.com

(67) 9.9950-3262  Vivo

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