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LEUCENA – Leucaena leucocephala

by Gushiken on 20 de junho de 2011

Fertilidade do solo: Baixa, média a alta (solos bem drenados)

Forma de crescimento: Arbóreo-arbustivo
Altura: 2,0 a 8,0 m
Utilização: Pastoreio, silagem e adubação verde
Restrição: É tóxico para monogástricos
Precipitação pluviométrica: Acima de 700 mm anuais
Digestibilidade: Boa
Palatabilidade: Excelente
Tolerância a seca: Alta
Tolerância ao frio: Média
Teor de proteína: 21 a 24% na MS
Profundidade de plantio: 1 a 3 cm
Ciclo vegetativo: Perene
Produção de forragem: 15 a 20 t MS/ha/ano
Fixação de Nitrogênio: 300 kg/ha/ano.

ORIGEM

América Central – nativa da Península de Yucatã, no México, espalhando-se ao redor do Golfo do México e ilhas do Sul do Caribe.

CARATERÍSTICAS MORFOLÓGICAS

Leguminosa de arbustiva a arbórea, com folhas bipinadas, com 15 a 25 cm de comprimento, ráquis pubescentes, 4 a 8 pares de pinas de 5 a 10 cm de comprimento, 10 a 15 pares de folíolos oblongo-lineares, agudos e inequiláteros, estípulas triangulares, glabras; flores brancas agrupadas em uma cabeça globular, solitária, axilar, longo-pedicelada; vagens finas, achatadas, acuminadas, com 15 a 25 sementes. As sementes são elípticas, comprimidas, de coloração marrom brilhante; sistema radicular profundo e bem desenvolvido, com elevada capacidade de fixação de nitrogênio.

CARACTERÍSTICAS AGRONÔMICAS

Leguminosa perene de clima tropical e subtropical, crescendo bem em regiões úmidas, embora desenvolvam-se também em locais secos. Suporta geadas leves. Desenvolve-se em altitudes de 150 m, nas regiões chuvosas, até 300 m, no locais mais secos, chegando até 1.500 m. A precipitação poderá variar de 700 a 4.000 mm/ano. É sensível à temperatura, preferindo locais quentes.

Em regiões que ocorrem geadas severas, as plantas poderão queimar, apesar de ter grande capacidade de rebrota. Normalmente, em condições favoráveis, tem desenvolvimento vegetativo em todo o transcorrer do ano (diminuindo o crescimento no outono/inverno).

A leucena contém um aminoácido de propriedades fenólicas, a mimosina, cuja concentração varia de 2 a 5% (na matéria seca) em coleção mundial de linhagem. Na Austrália, para evitar a ocorrência de queda de pelos nos bovinos, recomenda-se o uso de iodeto de potássio ou inoculação de bactéria específica que degrada a mimosina no rúmen. Por isso, é recomendável controlar a quantidade de leucena a ser administrado aos animais.

Adapta-se aos diferentes tipos de solos, não tolerando encharcamento e áreas com elevados teores de alumínio trocável. Tolera a acidez, mas exige Ca e Mg como nutrientes em doses altas, crescendo bem em condições de baixa fertilidade.

O plantio é recomendado de setembro até dezembro. Poderá ser feito manual ou mecanicamente (sementes), ou por mudas (covas). Utiliza-se um espaçamento de 1,5 m entre linhas e 18 a 20 sementes/metro linear, com um consumo de 8 kg/ha de sementes. O peso de 1.000 sementes é de 42 a 50 g.

Quando o objetivo é a formação de pastagens, utiliza-se espaçamento de 2 a 5 m, plantando-se uma gramínea no intervalo. Pode-se optar por filas duplas de leucena (1 m entre linhas), espaçadas de 2 a 5 m entre cada fila dupla. Pode-se adotar o mesmo espaçamento para adubação verde, efetuando-se o corte e esparramando-se a cobertura morta na superfície do solo. Pode ser utilizada ainda como lenha, cabo de ferramentas, etc.

Para quebrar a dormência recomendável que as sementes de leucena sejam previamente tratadas com água quente (60 a 80º C por 15 a 30 minutos) para quebra de dormência. Após isso, deve-se efetuar a inoculação com rizóbio específico, utilizando cerca de 5 g de inoculante/kg de sementes. Pode-se efetuar a peletização das sementes com calcário (125 g/kg de leucena).

A leucena é de crescimento inicial lento, devendo ficar livre de competição com invasoras até atingir um bom desenvolvimento.

O manejo dependerá do que se pretende fazer com a leucena. Normalmente após o quinto mês de crescimento (1,5 m de altura), pode ser feita a 1ª poda (pastejo direto ou corte para ensilagem ou para adubação verde). Quanto ao pastejo direto, deve-se tomar precaução no sentido de que a leucena não exceda a 20% da dieta alimentar dos animais. Deve-se observar intervalos para rebrota das plantas, do contrário poderão sofrer sérios danos.

Quando cortada, deve-se observar uma altura de 5 cm acima do solo (1º corte). O segundo corte, 5 cm acima do primeiro (ramos com 6 a 8 mm de diâmetro), e os demais sempre 5 cm acima do anterior.

Os cortes deverão ser estabilizados a  50  cm  do  solo;  quando  isso ocorrer, os ramos que crescerem abaixo deste ponto não deverão ser cortados, para que não seja prejudicada a rebrota, A forma de utilização na alimentação animal poderá ser:

– Pura: cortada e distribuída no campo, sem desintegrar;
– Desintegrada: mistura com cana ou napier (2,5 kg/100 kg de peso vivo);
– Farinha: desintegrada, desidratada em terreiros (13% de umidade), acondicionada em recipientes herméticos (sacos plásticos, etc.). Posteriormente pode ser servida no cocho em mistura com cana, napier.
– Silagem: cortada de manhã, ensilada à tarde com milho, sorgo ou outra gramínea na proporção de até 30% da mistura.

Quando para adubação verde, ramos com as folhas (cobertura morta) deverão ser deixados na superfície do solo para posterior plantio da cultura principal (milho, feijão), em plantio direto (matraca); ou incorporados pela aração para posterior plantio convencional. Neste último caso principalmente, a leucena é plantada em filas duplas, sendo cortada e jogada nos intervalos para posterior incorporação. É bastante promissora quando intercalada ao cafeeiro, melhorando a fertilidade do solo, funcionando como quebra-vento e sombreando as plantas.

Normalmente não tem apresentado problemas que comprometam o seu desenvolvimento.

Na produção de sementes é bastante eficiente, chegando a render de 300 a 800 kg/ha (viabilidade de 2 a 3 anos). Há variedades que produzem sementes em julho/agosto, enquanto outras produzem o ano todo.

VANTAGENS E LIMITAÇÕES

É uma leguminosa bastante rústica, altamente produtiva, com boa capacidade de rebrota, elevada fixação de nitrogênio (400 a 1.000 kg/ha/ano) que poderá ser aproveitado pelo café, pelo milho e outras culturas. Além do emprego como adubo verde, produz forragem de elevado valor protéico (20 a 34%), chegando a produzir mais de 100 ton./ha/ano de massa verde.

Possui um sistema radicular bastante profundo que além de absorver água nas camadas mais inferiores, promove a reciclagem dos nutrientes, que de outra forma não seriam aproveitados pelas culturas anuais.    É uma planta tolerante à seca, altamente nutritiva, com elevado teor de caroteno (precursor da vitamina A), eficiente na alimentação de aves, coelhos, ovinos e bovinos.

 

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