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DEFICIÊNCIAS MINERAIS DE BOVINOS EM PASTAGENS TROPICAIS – DIAGNÓSTICO E SUPLEMENTAÇÃO

by Gushiken on 06/07/2011

1. INTRODUÇÃO

As doenças causadas por deficiências minerais existem desde a antiguidade, mas, antes dos meados do século XX só se tinha uma vaga ideia sobre a natureza , função e origem dos minerais encontrados nos tecidos animais e vegetais. A administração de sal comum a gado doméstico é datada dos tempos de Plutarco (40 a 120 anos AC), bem como nos tempos de Virgílio e Plínio (23 a 70 anos AC) onde este era recomendado para a produção de leite. Somente quando criaram métodos para analisar os minerais nos tecidos animais e nos alimentos e medir a resposta dos animais à suplementação de minerais isolados, foi possível substituir as suposições por fatos acerca da essencialidade dos nutrientes minerais (McDowell, 1999; Underwood & Suttle, 1999).

Segundo Underwood & Suttle (1999) Boussingault (1847) obteve a primeira evidência experimental de que o gado bovino necessita de sal comum na dieta e Chatin (1850-1854) revelou a relação da deficiência de iodo e a incidência de bócio em humanos e animais. O hábito de mascar ossos foi registrado na África em 1780 e no Paraguai em 1838, mas a relação entre a osteofagia e a deficiência de fósforo em gado bovino somente foi esclarecida após trabalho de pesquisa de Theiller et al. (1924) na África do Sul, onde a suplementação com fósforo corrigiu a osteofagia, controlou as mortes por botulismo e aumentou a taxa de crescimento e fertilidade dos bovinos (McDowell, 1999).

A subnutrição é geralmente aceita como um dos mais importantes limitantes da produção de bovinos sob condições de pastejo em países tropicais. A falta de energia e proteína são, freqüentemente, responsáveis por níveis sub-ótimos. Todavia, numerosos investigadores têm observado que o gado deteriora apesar da abundância de material forrageiro. Desequilíbrios minerais (deficiências ou excessos) nos solos e forrageiras vêm sendo há longo tempo responsabilizados pelo baixo desempenho produtivo e reprodutivo de ruminantes sob pastejo em áreas tropicais. Doenças caquetizantes, perda e despigmentação de pêlos, alterações epidérmicas, abortos não infecciosos, diarréia, anemia, perda de apetite, anormalidades ósseas, tetania, baixa fertilidade e apetite depravado (alotrofagia) são sinais clínicos freqüentes relacionados a deficiências minerais em qualquer parte do mundo (McDowell, 1999).

Segundo Underwood (1981) 22 elementos minerais são considerados essenciais para a vida dos animais, sendo sete classificados como macronutrientes minerais – cálcio (Ca), fósforo (P), potássio (K), sódio (Na), cloro (Cl), magnésio (Mg) e enxofre (S) – e quinze elementos traços ou micronutrientes minerais – ferro (Fe), iodo (I), zinco (Zn), cobre (Cu), manganês (Mn), cobalto (Co), molibidênio (Mo), selênio (Se), cromo (Cr), vanádio (V), flúor (F), sílica (Si), níquel (Ni), arsênico (As), estanho (Sn).

Em levantamento feito por Tokarnia et al. (2000), mostraram que os primeiros estudos sobre deficiências minerais em bovinos no Brasil se referem à deficiência de fósforo e foram conduzidos na década de 40, em Minas Gerais (Gióvine, 1943; Menicucci, 1943), deficiência de iodo em Minas Gerais (Megale, 1943), deficiência de cobalto em São Paulo (Correa, 1955, 1957), deficiência de cobre no Piauí (Tokarnia et al., 1960). Neste levantamento estes autores mostram que até 1976 já haviam sido diagnosticadas as deficiências de P, Co, Cu, I, distribuídas pelo Brasil (Tabela 1).

Estes mesmos autores mostraram que a partir da década de 70 e 80 novos trabalhos de pesquisas foram feitos e constataram que a deficiência de fósforo é a mais importante em bovinos no Brasil, seguidas de cobre e cobalto. Além destas foram diagnosticadas as deficiências de sódio (Souza et al., 1985), zinco (Souza et al., 1982), selênio (Moraes, 1986; Lucci et al. 1984). A deficiência de Mn foi constatada raramente, mas houve verificações de levados valores com risco de toxidez (Brum et al. 1987, Pott et al., 1987, 1989). E para o elemento ferro os níveis encontrados também foram elevados (Fichtner et al., 1987, Brum et al. 1987, Pott et al., 1987, 1989) (Tabela 1).

Tabela 1 – Localização das deficiências minerais em bovinos e ovinos diagnosticadas no Brasil até 1998.

ESTADOS

MINERAIS

Amapá

Mn, Co , Cu

Amazonas

P, Co, Cu

Bahia

P, Co, Zn

Espírito Santo

P, Co, Mn

Goiás

P,Cu, I, Zn, Fe ­

Maranhão

P, Co, Cu, Zn

Mato Grosso

P, Co, Cu, Mn, I, Na, Se, Zn

Mato Grosso do Sul

P, I, Co, Se, Zn, Fe ­ , Mn ­

Minas Gerais

P, Co, Cu, I, Zn

Pará

P, Co, Cu

Piuaí

P, Co, Cu, Mn, Zn

Rio Grande do Sul

P, Cu, Mn ­ , Se

Rio de Janeiro

P, Co, Cu, Mn, Zn

Roraima

P, Co, Zn, Se ­

Santa Catarina

Co, Cu, Mn

São Paulo

P, Co, Se

2. FONTES DE MINERAIS PARA GADO SOB PASTEJO

Os bovinos em pastejo em regiões tropicais, normalmente, não recebem suplementação mineral em quantidade e nível adequado para atender suas necessidades de mantença e produção, dependendo exclusivamente da pastagem para fornecer estes elementos minerais.

As concentrações de minerais nas plantas forrageiras são variáveis, pois dependem da espécie, época do ano, da quantidade do elemento no solo, do tipo de solo e suas condições (pH, umidade, etc.) que afetam a sua disponibilidade para absorção da planta. As exigências minerais das forrageiras não são as mesmas dos animais e por realizarem diferentes funções biológicas estão presentes em quantidades e proporções diferentes. A disponibilidade dos minerais nas plantas é afetada pela presença de ácido fítico e oxálico encontrados nas membranas celulares celulósicas (Herrick, 1993).

Um resumo dos resultados de análises de 2615 forragens na América Latina (McDowell et al., 1978) mostra as seguintes concentrações de minerais em níveis deficientes ou marginais: cobalto (Co) – 43%; cobre (Cu) – 47%; magnésio (Mg) – 35%; fósforo (P) – 73%; sódio (Na) – 60%; zinco (Zn) – 75%. A deficiência de potássio, ferro e manganês é mais rara. À medida que a planta amadurece o seu conteúdo mineral declina devido a um processo natural de diluição e a uma translocação de nutrientes para o sistema radicular. Na maioria das vezes o P, N, K, Mg, Na, Cl, Cu, Fe, Se, Zn e Mo decrescem na planta com seu envelhecimento. Entretanto, a concentração de cálcio é pouco afetada pelo avanço em idade da planta (McDowell, 1999).

Os bovinos que recebem suplementação de volumosos e/ou concentrados podem ingerir quantidades variáveis de minerais através destes alimentos, entretanto as concentrações de minerais oscilam e nem sempre atendem totalmente suas necessidades. As gramíneas de um modo geral são pobres em P, Cu, Zn e Co e ricas em Fe, já os grãos e farelos possuem níveis mais elevados de P em relação ao Ca e os níveis de microminerais bastante variável em função do solo e adubação (Tabela 2).

Tabela 2 – Níveis de minerais em algumas gramíneas, grãos e farelos

ALIMENTOS

Ca (%)

P (%)

Mg (%)

K (%)

Zn (ppm )

Fe (ppm)

Cu (ppm)

Co (ppm)

Colonião

0,58

0,15

0,28

1,58

31

154

4,2

0,09

Elefante

0,43

0,11

0,36

0,34

33

100

18

0,14

B. decumbens

0,209

0,089

0,168

0,59

4,2

151

2,9

0,02

B. brizantha

0,37

0,09

0,24

0,82

24

130

5

0,14

Silagem milho

0,36

0,21

0,22

1,60

24

60

4,8

0,02

Farelo soja

0,36

0,65

0,25

2,2

55

20

Farelo algodão

0,30

1,00

0,57

1,23

60

20

0,15

Milho grão

0,02

0,09

0,14

0,333

20

0,02

Soja grão

0,25

0,58

0,25

1,8

55

15

Fonte: Normas e padrões de nutrição e alimentação animal – MAARA (1996); Martin, (1993);

Morais (1996) demonstrou em trabalho realizado no Mato Grosso do Sul o efeito sazonal dos minerais na forrageira Brachiaria decumbens, bem como sua variação de uma região para a outra (tratamento A e B). Estes resultados demonstram que, de uma maneira geral, os elementos P, Cu e Zn não atendem totalmente as exigências de um rebanho bovino de corte, para o Ca ficam deficientes as categorias de bovinos em crescimento e vacas em lactação. Já os minerais K, Mg, Fe e Mn estão acima das exigências recomendadas para bovinos de corte (Tabela 3).

Tabela 3 – Variação sazonal dos teores de cálcio (Ca), fósforo (P), potássio (K) magnésio (Mg), cobre (Cu), ferro (Fe), zinco (Zn) e manganês (Mn) com base na MS, de amostras de Brachiaria decumbens coletadas em pastejo simulado entre os meses de janeiro de 1994 a janeiro de 1995 em função dos tratamentos (A e B), no Mato Grosso do Sul.

Meses

Minerais

Ca(%)

P(%)

K(%)

Mg(%)

Cu(ppm)

Fe(ppm)

Zn(ppm)

Mn(ppm)

A

B

A

B

A

B

A

B

A

B

A

B

A

B

A

B

Jan/
94

0,34

0,22

0,30

0,11

0,93

1,38

0,45

0,22

5

7

207

242

22

23

100

169

Mar

0,30

0,30

0,18

0,12

1,19

1,46

0,31

0,23

4

6

183

642

16

17

96

129

Abr

0,32

0,32

0,31

0,12

1,34

1,23

0,45

0,28

4

5

198

1013

16

15

112

231

Mai

0,37

0,31

0,33

0,23

1,39

1,60

0,38

0,26

5

7

340

2026

20

23

104

201

Jul

0,42

0,38

0,22

0,15

1,30

1,39

0,44

0,22

6

6

331

1963

20

23

97

164

Ago

0,51

0,52

0,15

0,14

1,33

1,68

0,43

0,27

4

5

771

1657

23

24

120

168

Out

0,36

0,41

0,18

0,17

1,51

1,79

0,37

0,29

4

7

741

1493

20

27

94

162

Nov

0,31

0,35

0,21

0,17

1,63

1,90

0,40

0,29

4

6

620

1056

23

23

94

152

Dez

0,34

0,39

0,25

0,15

1,43

1,55

0,43

0,36

4

4

706

981

22

26

119

157

Jan/
95

0,36

0,41

0,20

0,13

1,37

1,49

0,47

0,37

3

3

496

807

17

21

108

145

Tratamento A: baixa frequência da síndrome da “vaca caída”;

Tratamento B: alta freqüência da da síndrome da “vaca caída”.

FONTE: Adaptado de Morais, 1996.

O uso excessivo de adubação nitrogenada e fosfatada pode provocar deficiência de magnésio, enquanto o excesso de potássio pode reduzir drasticamente o sódio das forrageiras. O uso de calcário em níveis elevados pode acentuar a toxicidade de Mo e Se nos rebanhos por aumentar as concentrações destes elementos nas plantas, e ao mesmo tempo favorecer as deficiências de Co e Mn, devido a uma redução na absorção desses minerais pelas plantas (McDowell, 1999).

Embora a água não seja uma importante fonte de minerais, todos os elementos essenciais nela são detectados. Alguns minerais podem ocorrer em maior quantidade na água dependendo da região como por exemplo, águas calcárias que possuem elevados níveis de cálcio que pode interferir na absorção de fósforo e zinco, além disto águas salobras com elevados teores de sódio que diminuem o consumo das misturas minerais e conseqüentemente podem levar a deficiências minerais.

Os ruminantes também podem ingerir minerais através do solo seja acidentalmente ou por uma deficiência mineral, alotrofagia, caracterizada por uma perversão do apetite, que induz a ingestão de materiais estranhos à sua dieta normal. A ingestão acidental de solo pode chegar a 20% da matéria seca, sendo favorecido quando os solos possuem uma estrutura fraca e drenagem pobre, elevada carga animal ou durante baixo crescimento dos pastos (época da seca) (McDowell, 1999). Esta ingestão de solos pode ocasionar deficiência de Cu devido elevada ingestão de Mo e Zn presentes no solo e outros antagonistas do Cu (Suttle et al., 1975; citado por (McDowell, 1999).

3. EXIGÊNCIAS DE MINERAIS PARA BOVINOS

Segundo Underwood & Suttle (1999) os minerais apresentam quatro funções básicas no organismo – estrutural, fisiológica, catalítica e reguladora.

  • Estrutural : os minerais como o Ca, P, Mg e o F, exercem estas funções no tecido ósseo, já o P e S como componente de proteínas musculares, também exercem função estrutural.

  • Fisiológica: a presença do Na, K, Ca, Mg nos tecidos e líquidos corporais garantem o equilíbrio osmótico, o balanço ácido-básico e a permeabilidade das membranas, caracterizando as funções fisiológicas.

  • Catalítica: os minerais podem atuam em atividades catalíticas de sistemas enzimáticos e hormonais como forma integral ou fazendo parte de estruturas como metaloenzimas. Um exemplo desta função é a presença do Cu em enzimas como a ceruroplasmina e a tirosinase.

  • Reguladora : em recentes estudos os minerais como Ca, Zn e I, têm sido encontrados em processos de regulação na replicação e diferenciação celular.

As exigências de minerais em bovinos variam de acordo com o tipo e nível de produção, a idade do animal, a raça e o grau de adaptação dos animais, o nível e a forma química do mineral no alimento, e suas relações com os outros nutrientes da dieta (McDowell, 1999).

A exigência de mineral é determinada por um modelo fatorial utilizando as necessidades líquidas para mantença e produção divididas pelo coeficiente de absorção, sendo aplicado primeiramente pelo AFRC (1965) segundo Underwood & Suttle (1999). O coeficiente de absorção é variável para cada mineral.

Além das exigências de mantença do animal (processos vitais como circulação, digestão, respiração) existem as exigências líquidas para a reprodução e produção que são dependentes do nível de produtividade dos animais. No terço final de gestação as necessidades minerais aumentam exponencialmente em virtude do crescimento fetal e produtos da concepção (placenta, útero e fluído fetal). Além disto, as exigências minerais líquidas são expressas por unidade de produção como litro de leite e kg de ganho em peso (Underwood & Suttle, 1999).

As exigências do NRC são baseadas, freqüentemente, no desempenho ponderal e nas quantidades de um mineral específico para prevenir deficiências. Muitas exigências nutricionais não levam em consideração as informações recentes sobre seus efeitos no sistema imunológico, bem como em termos de ótima reprodução. Por exemplo, a necessidade de zinco para desenvolvimento testicular e espermatogênese em ovinos é maior que para crescimento (McDowell, 1999). O NRC (2001) assume que os minerais possuem diferentes disponibilidades de acordo com o alimento como forragens, concentrados e fontes inorgânicas, isto influencia no coeficiente de absorção deste mineral e conseqüentemente na sua exigência.

Tabela 4 – Exigências de minerais para bovinos de corte e leite.

Minerais

Vacas de corte a

Vacas de leite b

Crescimento a

Gestante

Lactação

Transição

Lactação

Cálcio (%)

0,40 – 0,80

0,16 – 0,27

0,28 – 0,58

0,44 – 0,48

0,53 – 0,80

Fósforo (%)

0,22 – 0,50

0,17 – 0,22

0,22 – 0,39

0,22 – 0,26

0,44 – 0,32

Magnésio (%)

0,10

0,12

0,20

0,11 – 0,16

0,18 – 0,29

Potássio (%)

0,60

0,60

0,60

0,51 – 0,62

1,00 – 1,24

Sódio (%)

0,06 – 0,08

0,06 – 0,08

0,10

0,10 – 0,14

0,19 – 0,34

Enxofre (%)

0,15

0,15

0,15

0,2

0,20

Cobalto (ppm)

0,10

0,10

0,10

0,11

0,11

Cobre (ppm)

10

10

10

12 – 18

9 – 16

Iodo (ppm)

0,50

0,50

0,50

0,4 – 0,5

0,34 – 0,88

Ferro (ppm)

50

50

50

13 – 18

12,3 – 22,0

Manganês (ppm)

20

40

40

16 – 24

12 – 21

Selênio (ppm)

0,10

0,10

0,10

0,3

0,3

Zinco (ppm)

30

30

30

21 – 30

43 -73

FONTE: a NRC, 1996; b NRC, 2001

Silva et al. (2002) compilaram os resultados de pesquisas realizadas no Brasil, sobre exigências líquidas e dietéticas de energia, proteína e macroelementos minerais de bovinos de corte com quatro grupos genéticos de bovinos machos (Zebu, Cruzado – Europeu x Zebu -, Mestiços Leiteiros e Holandês) e encontraram que as exigências totais (mantença e ganho de 1kg PV) de Ca encontram-se próximas às recomendações do NRC (1996), mas as de P apresentaram valores sempre superiores as de Na e K, inferiores às recomendações do NRC (1996), mostrando a necessidade de realizar mais pesquisas sobre a exigência dos minerais nas condições tropicais.

4. MACROMINERAIS

4.1 Cálcio e Fósforo

Esses dois macrominerais compõem mais de 70% do total da matéria mineral do corpo animal, sendo que, 99% do Ca e 80% do P do organismo estão presente nos ossos e dentes, exercendo funções vitais em quase todos tecidos e devem estar disponíveis na dietas em quantidades e proporções adequadas. O cálcio é essencial na formação do esqueleto, coagulação do sangue, regulação do ritmo cardíaco, excitabilidade neuromuscular, ativação enzimática e permeabilidade de membranas. O fósforo participa da formação do esqueleto e sua distribuição é ampla nos tecidos moles, glóbulos vermelhos, músculos e tecidos nervosos. É essencial para o funcionamento dos microrganismos do rúmen, especificamente as bactérias celulolíticas, além de fundamental nas reações de utilização de energia (formação de ATP), tamponamento do sangue e outros fluídos, na atividade de vários sistemas enzimáticos e metabolismo de proteínas (McDowell, 1999).

A vitamina D é essencial para a absorção do cálcio na dieta. É encontrada sob várias formas, sendo que as mais freqüentes são: o ergocalciferol (D2) ou calciferol e o colecalciferol (D3); originadas pela irradiação das provitaminas D (esteróis), através da ação dos raios ultravioleta. Nas dietas deficientes em vitamina D, a absorção e utilização do cálcio são reduzidas. O cálcio é absorvido por um mecanismo de transporte ativo, no qual a vitamina D se combina com uma proteína (calbindin-D, CaBP), responsável pela manutenção do Ca++ em solução durante movimentos transcelulares (McDowell, 1992).

A vitamina D está intimamente relacionada com o paratormônio, responsável pela regulação do nível sangüíneo do cálcio e metabolismo de fosfatos (H PO 4–). A vitamina D estimula a deposição e atua na mobilização do mineral no osso, bem como a do fósforo, causando uma inibição da eliminação deste último na urina. O aumento da absorção do fósforo no intestino, causado pela vitamina D, é considerado um processo secundário, ou seja, ocorre devido a maior absorção do cálcio (McDowell, 1992).

Trabalhos recentes mostram que a vitamina D afeta a formação da matriz orgânica do osso, preparando-a para a calcificação, mas não o processo de mineralização em si. Sabe-se que uma das grandes funções da vitamina D esta relacionada a síntese da fosfatase alcalina, explicando a sua grande influência no metabolismo ósseo. A carência da vitamina D, associada ou não ao desequilíbrio na ingestão de Ca e P, é responsável pela desmineralização dos ossos, traduzida pela baixa ligação P/N, com a conseqüente redução da ligação do fosfato de cálcio ao carbonato. Existe também interação entre vitaminas e, quando há excesso de niacina, ocorre comprometimento da vitamina D, deprimindo assim a absorção do cálcio.

Os hormônios paratormônio e calcitonina atuam regulando o nível de cálcio sérico. A redução do nível de cálcio, leva a um aumento do paratormônio que estimula a síntese de vitamina D, que induz um aumento da reabsorção óssea do cálcio. Se houver um aumento no nível de cálcio sérico, a calcitonina é liberada, inibindo a síntese de vitamina D, resultando em uma menor absorção intestinal do cálcio e reabsorção óssea. Quanto ao fósforo, sofre a mesma influência, só que de maneira inversa.

Os sinais clínicos de deficiência marginais de Ca e P podem ser semelhantes a de outros minerais dificultando o diagnóstico. A ingestão insuficiente de Ca pode causar: fragilidade óssea, crescimento lento, baixa produção de leite e em casos mais severos tetania e convulsões (McDowell, 1999).

A febre do leite (FL), também chamada de febre vitular, paresia puerperal, paresia da parturiente, ocorre geralmente 72h depois do parto caracterizada por uma disfunção metabólica causada por uma depressão de Ca sanguíneo, que acontece quando o uso do Ca pelos tecidos, excede a absorção intestinal e a reabsorção óssea. O quadro clínico inicial é de hiperestesia com um colapso circulatório e uma paralisia generalizada seguido de depressão nervosa que pode levar a óbito (Ortolani,1995; McDowell, 1999). Acomete principalmente vacas de leite de alta produção, por ocasião do início da lactação.

Visto que todas as vacas de leite logo após o parto passam por algum grau de hipocalcemia (Goff & Horst, 1996), independente da estação do ano (Ortolani, 1995), torna-se de grande importância o balanceamento da dieta no pré-parto, com a finalidade de prevenção de problemas da vaca parturiente, mais especificamente a febre do leite.

Segundo Wang et al (1994) citado por Campos (1998), a FL acomete de 5 a 9% das vacas leiteiras nos Estados Unidos, representando custos diretos de 1,5 milhões de dólares e custos secundários de 120 milhões anuais. No Brasil, Ortolani (1995), encontrou dados que giram em torno de 4%, na Suécia 11% e na Grã-Bretanha, assim como nos EUA, 9%.

Como método de prevenção contra a febre do leite a dieta aniônica vem sendo uma boa alternativa com bons resultados. Na Noruega, foi o pioneiro a pesquisar dietas balanceadas ionicamente (Campos, 1998). Tem sido estudado como método de prevenção da febre do leite, a adição de sais aniônicos nas dietas pré- parto de vacas de alta produção e estes tem produzido, em regiões de clima temperado, melhoria na homeostasia do Ca, reduzindo a incidência da doença. O balanço dietético cátion – ânion, trata-se da diferença entre os minerais com carga positiva (cátions fixos) e os minerais com carga negativa (ânions fixos) da dieta (não metabolizados e biodisponíveis). Os principais cátions envolvidos no balanço são Na e K e os principais ânions Cl e S (Ortolani, 1995). Mas há também interação com Mg e P.

Segundo Goff (1994), a fórmula que resume a diferença cátion / ânion é:

  • {( Na + + K + ) – (Cl – + S 2- )}

Estes elementos modificam o balanço dietético cátion-ânion, aumentando a absorção do Ca pelo trato gastrointestinal, e sua mobilização óssea devido as suas propriedades acidificantes ou seja, os íons afetam indiretamente a concentração de [H+] no organismo através de sistema tampão, função renal e respiração celular (Block, 1996). A meta a ser atingida é o oferecimento de uma dieta com um balanço negativo de -30 a -100mEq/kg de matéria seca (MS) e não superior a -200mEg/kg de MS (Ortolani, 1995).

Segundo McDowell (2001) e xistem várias opções com relação aos métodos para o controle da febre do leite. O atual conceito de dieta catiônica sugere que a febre do leite possa ser controlada mais efetivamente se o K dietético for reduzido. O cloreto de cálcio foi usado para reduzir o pH do sangue mas, o excesso de cloreto de cálcio oral pode induzir acidose metabólica, podendo causar inapetência uma vez que o consumo de alimento já está comprometido. A acidez dietética pode ser monitorada pelo pH da urina que deve estar abaixo de 7,5. O tratamento com propionato de cálcio foi benéfico, em todas as tentativas para se reduzir a hipocalcemia subclínica e a incidência de febre do leite em um rebanho que já tenha problema com febre do leite .

A disponibilidade do cálcio é reduzida entre (20 a 40%), quando a planta apresentava altos teores em oxalato. Como a maior parte do rebanho bovino brasileiro é criada a pasto, recomenda-se a observação quanto as formas de oxalato predominante na forragem, bem como a situação nutricional e fisiológica do animal (Ward et al., 1979; McKenzie et al., 1982, citado por Martin, 1993).

Um trabalho conduzido no Mato Grosso do Sul por Schenk et al. 1982, relatou que vacas neloradas recém paridas e em condições nutricionais precárias, após colocadas em pastagens de Setaria anceps cv. Kazungula com brotações novas (onde o percentual de ácido oxálico é elevado), apresentaram intoxicação por oxalato com sintoma caracterizados por: andar cambaleante, tetania, diarréias, corrimento nasal, sendo alguns casos sanguinolentos e chegando até ao óbito. Foi observado uma queda considerável nos níveis de cálcio no plasma sanguíneo dos animais intoxicados e do lote controle, sendo que os animais sadios apresentaram uma média de 8,6mg/100ml de cálcio no plasma, enquanto que nos intoxicados esse nível foi de 6,7mg/100ml. Concluindo que a ingestão de altos teores de oxalato solúveis, interferiu no metabolismo do cálcio de forma considerável.

Outra doença correlacionada a deficiência de cálcio no sangue é a “cara inchada” ou hiperparatireodismo nutricional secundário. A deficiência de cálcio no sangue estimula a glândula paratireóide a produzir o parathormônio que mobiliza o cálcio dos ossos para o sangue, sendo que, o cálcio retirado dos ossos é substituído por um tecido cicatricial fibroso, que provoca o aumento do volume dos ossos da face. O corre com maior freqüência em animais jovens no período pós-desmama, podendo também afetar os adultos. Os sintomas clínicos da “cara inchada” indicam uma periodontite, seguida de afrouxamento e ruptura dos dentes (molar e pré-molar), com abaulamento facial uni ou bilateral. As lesões orais são seguidas por amaciação, diarréia severa, acromotriquia e crescimento retardado (McDowell, 1999).

  • Deficiência de Ca e P è Osteodistrofia fibrosa é “Cara Inchada” (Nunes & Nunes 1998).

Uma severa deficiência na ingestão de P podem ser observados sintomas como: fragilidade óssea, fraqueza generalizada, baixa fertilidade, perda de peso, enrijecimento das articulações, redução da produção de leite, perversão do apetite levando o animal a mastigar madeiras, pedras, ossos e outros materiais estranhos a sua dieta normal. Apresentando o apetite depravado, o animal poderá ingerir ossos infectados com Clostridium botulinum e com formação da toxina durante o processo de putrefação. Com a ingestão da toxina o animal desencadeia um quadro clínico de botulismo e morte (Underwood & Suttle, 1999).

A deficiência de fósforo é mais comum em gado sob pastejo, pois, a maior parte das gramíneas estabelecidas em solos de regiões tropicais, são deficientes nesse mineral. E para agravar o problema a presença de Al e Fe nos solos tornam o fósforo indisponível para as plantas pela formação de complexos. Durante o período da seca há redução de energia utilizável, proteína, caroteno, fósforo e de outros elementos. O fósforo não é o principal nutriente limitante, mas sim a proteína. Daí o nitrogênio não protéico (principalmente a uréia) e os suplementos protéicos melhorarem grandemente o consumo de pasto e induzirem os animais à ingestão de gramíneas pouco apetecidas (Vianna, 1977).

Van Nierkerk & Jacobs (1985) avaliaram o efeito de suplementos de proteína, energia e fósforo isolados e em combinações em dietas de bovinos, usando como fonte volumosa de baixa proteína, a cana-de-açúcar, simulando a época da seca para verificar a deficiência nutricional nesta época do ano. A suplementação protéica, em todos os tratamentos, aumentou a ingestão 34,5% em relação ao grupo controlem e induziu menor perda de peso em relação aos outros tratamentos. A resposta para a proteína é aumentada quando usada em conjunto com fósforo e energia, mostrando que a deficiência protéica é a mais importante causa de perda de peso em bovinos mantidos em pastagens de baixa qualidade .

4.2 Magnésio

O magnésio é o segundo maior cátion, depois do potássio, dos fluídos intracelulares (Underwood & Suttle, 1999). É essencial as plantas sendo constituinte da clorofila, e aos animais presente nos ossos e tecidos moles. Apresenta-se abundante na maioria dos alimentos em relação aso requisitos aparentes dos animais, estando amplamente distribuído entre as planta e tecidos animais, onde, 70% do Mg do corpo animal esta concentrado nos ossos (McDowell, 1999).

Exerce muitas e diversificadas funções fisiológicas, além de também ser importante para integridade dos ossos e dentes. O magnésio desempenha função fundamental como íon essencial em muitas reações enzimáticas indispensáveis ao metabolismo intermediário e também como ativador enzimático. Esta diretamente envolvido no metabolismo dos carboidratos e lipídeos atuando como catalizador de uma ampla variedade enzimática. Esta também envolvido na síntese proteica e exerce uma importante função na transmissão e atividade neuromuscular.

A deficiência de magnésio pode causar a “tetania dos pastos” ou tetania hipomagnesêmica podendo acometer animais mais velhos em pastejo no início da primavera ou em outonos úmidos ou bezerros recebendo leite por muito tempo sem outra suplementação alimentar. Os sinais clínicos da hipomagnesemia em ruminantes podem ser caracterizados como: redução do apetite, aumento da excitabilidade, salivação profusa e convulsões (McDowell, 1999).

4.3 Potássio

O potássio é o terceiro mineral mais abundante no organismo animal e o principal cátion do fluido intracelular exercendo uma série de funções indispensáveis ao organismo. Dentre as principais funções do potássio pode-se destacar: equilíbrio osmótico, equilíbrio ácido – base, vários sistemas enzimáticos e balanço hídrico, constituindo também o fluido extracelular, onde exerce influencia sobre a atividade muscular (McDowell, 1999).

Geralmente a deficiência de potássio nas forrageiras é rara, porém, variações na sua concentração podem ocorrer pois esta diretamente correlacionada com a disponibilidade do mineral no solo, espécie forrageira e idade da planta (Underwood & Suttle, 1999).

A deficiência de potássio nos ruminantes provoca sintomas não específicos como: desenvolvimento lento, redução do consumo e da conversão alimentar, fraqueza muscular, distúrbios nervosos, rigidez, perda de flexibilidade do couro, definhamento, acidose intracelular e degeneração de orgãos vitais (McDowell, 1999).

4.4 Sódio e Cloro

O sódio e o cloro, juntamente com o potássio, atuam na manutenção da pressão osmótica e na regulação do equilíbrio ácido-base e controla o metabolismo da água no corpo (Underwood & Sutlle, 1999).

O Na e o Cl funcionam como eletrólitos dos fluídos corporais e estão envolvidos no metabolismo da água, utilização de nutrientes e transmissão de impulsos nervosos. O Cl atua na ativação da amilase e é um componente essencial do ácido clorídrico (HCl) do suco gástrico (McDowell, 1999).

Estes dois elementos ocorrem em concentrações maiores nos tecidos moles e nos fluídos corporais, sendo que, a concentração do Na no corpo é de 0,2% nos fluídos extracelulares. O cloro encontra-se tanto dentro como fora das células, onde que, 60% do Cl do organismo está na forma de íons acídicos, importante no equilíbrio ácido-base (Nunes, 1998)

O sinal característico inicial de deficiência de Na é uma avidez por sal, demonstrado pelo animal ao comer madeira, solo, lamber suor de outros animais e o consumo de água, podendo até ferir uns aos outros, tornando-se vorazes na tentativa de obter sal. Uma deficiência prolongada pode causar: perda de apetitie, crescimento retardado, aparência doentia, queda na produção de leite e perda de peso. Os sintomas mais severos podem ser caracterizados como: tremores, incordenação motora, fraqueza e arritmia cardíaca, podendo resultar na morte do animal (McDowell, 1999).

A deficiência de Na pode ocorrer com maior probabilidade:

  • durante a lactação, devido a secreção de Na no leite,

  • em animal de crescimento rápido

  • em condições tropicais ou semi-áridas quentes, onde grandes quantidades de água e sódio se perdem pelo suor e há deficiência de Na nas forrageiras

  • em animais sob pastejo em áreas com elevada fertilização fosfatada, que reduz o Na das forragens (McDowell, 1999).

4.5 Enxofre

É um elemento muito importante na síntese de proteína, pois, os aminoácidos essenciais cisteína e metionina contêm S, participando também das vitaminas biotina, tiamina, dos polissacarídeos sulfatados incluindo a condroitina que é componente chave da cartilagem, ossos, tendões e paredes dos vasos, sanguíneos.

As funções básicas do elemento podem ser relacionadas ao metabolismo das proteínas, carboidratos e gorduras, coagulação do sangue, função endócrina e equilíbrio ácido-base, dos fluídos intra e extracelulares (McDowell, 1999).

A deficiência de S pode ser caracterizado por: perda de peso, fraqueza geral, lacrimejamento, aspecto emaciado e morte, reduz a síntese microbiana e apresenta subnutrição protéica. A ausência de S na dieta resulta em uma população microbiana ineficiente na utilização do lactato e assim o ácido láctico se acumula no rúmen, sangue e urina (McDowell, 1999).

O excesso de S na dieta pode causar intoxicação aguda, resultando em sintomas clínicos de dor abdominal, contrações musculares, diarréia desidratação grave, hálito com forte odor de sulfeto, congestão pulmonar e enterite aguda (Miller, 1979 citado por McDowell, 1999).

5. MICROMINERAIS

5.1 Cobalto

O cobalto é componente essencial da vitamina B12 (cobalamina) que contém 4,5% deste mineral. Os microorganismos ruminais são capazes de sintetizar a B12 desde que a dieta contenha concentrações adequadas de cobalto. Duas enzimas dependentes de vitamina B12 ocorrem nos tecidos – metilmalonil CoA mutase que é essencial para o metabolismo do propionato em succinato e para a conversão do L-metilmalonil CoA para succinil CoA; e a metionina sintase, importante na reação de transferência do grupo metil da metionina (NRC, 1996). A vit. B12 é essencial em vários sistemas enzimáticos envolvendo transferência ou síntese de 1-carbono, metabolismo de ácidos nucléicos, proteínas gorduras e carboidratos.

O ruminante deficiente em vit. B12 falha em converter eficientemente propionato em succinato, diminuindo assim sua eficiência energética. Os sintomas clínicos da deficiência de cobalto em ruminantes não são específicos sendo semelhantes ao quadro de subnutrição protéica ou energética. Os animais perdem o apetite gradualmente e à medida que o quadro se agrava ocorre parada do crescimento ou perda de peso, seguidos de extrema inapetência, rápida perda de massa muscular, apetite depravado, anemia severa e morte (McDOWELL, 1999).

5.2 Cobre

O cobre componente essencial de enzimas como a ceruloplasmina, tirosinase, lisil oxidase, citocromo oxidase e superóxido dismutase (SOD). É necessário para respiração celular, formação óssea, função cardíaca normal, desenvolvimento do tecido conjuntivo, mielinização da medula espinhal, queratinização e pigmentação dos tecidos. Relativamente ao sistema imune a deficiência de cobre afeta as células T e B, os neutrófilos e macrófagos, resultando em um decréscimo das células produtoras de anticorpos (McDowell, 1999). Vários estudos citados por Harmon (1998) relatam a importância do cobre para o sistema imune, onde dietas com níveis baixos de cobre diminuem a quantidade de granulócitos, leucócitos, neutrófilos, a atividade da superóxido dismutase, reduzindo a capacidade do organismo bovino em combater às infecções. Este mesmo autor trabalhando com novilhas Holandesas 84 dias pré-parto e 105 dias pós-parto relata que o grupo suplementado com cobre (+20 ppm além da dieta basal com 6-7 ppm de Cu), em relação ao grupo controle, sem adição de cobre, tiveram menor número de quarto mamário infectado : 60 x 36% (P<0,05), menor infecção intramamária por maiores patógenos : 6 x 28% ( P<0,01) e tendência a menor número de células somáticas após desafio com endotoxina nos dias 1 e 4 pós parto : 2,624 x 3,954 x 10 3 / ml; 877 x 1,213 x 10 3 / ml ( P< 0,1).

O requerimento de cobre na dieta varia de 4 a 12mg/kg MS de acordo com a concentração de molibdênio e enxofre na dieta. A recomendação é de 10mg/kg de MS de cobre para bovinos de corte, se a dieta não exceder 0,25% de S e 2mg/kg de Mo. O enxofre age com o molibdênio no rúmen formando tiomolibidatos que por sua vez reagem com o cobre formando compostos insolúveis pobremente absorvidos para bovinos pastejando forragens contendo 20mg de Mo/kg, concentrações de 14mg Cu/kg foram inadequadas. Altas concentrações de ferro e zinco também reduzem o estado de cobre e podem aumentar a necessidade de cobre (NRC, 1996). O NRC (2001) assume uma variação de 12 a 15,7mg/kg de MS de cobre/dia para gado leiteiro, respectivamente para novilhas e vacas em lactação.

Segundo Underwood (1981) citado por McDowell (1999), existe uma ampla variedade de alterações em ruminantes associadas com a deficiência de Cu simples ou induzidas (alto Mo e S), tais como: anemia, diarréia grave, redução do crescimento, mudança de cor dos pêlos, ataxia neonatal, infertilidade temporária, falência cardíaca e fragilidade dos ossos longos que se quebram com facilidade.

5.3 Cromo

Cromo é componente do fator de tolerância à glicose e potencializa a ação da insulina (Mertz, 1992). O suprimento de 0,4 mg de picolinato de cromo/kg de dieta para animais em crescimento aumentou o clearance médio de glicose seguida de administração intravenosa de glicose (Bunting et al. 1994; Kegley e Spears, 1995). Adições de 0,2 a 1,0 mg de Cr/kg aumentaram a resposta imune de bovinos em crescimento em situações de stress (Chang e Mowat, 1992; Monsier-Shageer e Mowat, 1992).

O cromo está fisiologicamente ligado a um aumento da ação da insulina. Este elemento é um componente ativo do Fator de Tolerância à Glicose (GTF) que é necessária para o normal metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídeos. O átomo do Cr 3+ do GTF facilita a interação entre a insulina e seus receptores, aumentando o número de receptores da insulina na membrana celular e a afinidade entre estes nos tecidos, como os músculos e gorduras (Anderson et al. 1987; Mertz, 1992).

Os benefícios da suplementação com o cromo à alimentação de bovinos de corte e leite estão ligados ao desempenho – ganho médio diário e produção de leite (Chang e Mowat, 1992; Monsier-Shageer e Mowat, 1992; Subiyatno et al. 1995), ao sistema imune – aumento nos níveis de imunoglobulinas e anticorpos (Chang e Mowat, 1992; Monsier-Shageer e Mowat, 1992), à redução de desordens metabólicas – cetose subclínica (Subiyatno et al. 1995), à redução dos efeitos do stress – diminuição do cortisol sérico (Chang e Mowat, 1992; Monsier-Shageer e Mowat, 1992).

De acordo com o NRC (1996) e o NRC (2001) as informações atualmente disponíveis não são suficientes para determinar os requerimentos diários de cromo para bovinos.

5.4 Ferro

O ferro é componente de várias proteínas envolvidas no transporte e utilização de oxigênio. Estas proteínas incluem a hemoglobina, mioglobina, citocromos e ferro-enxofre proteínas envolvidas na cadeia de transporte de elétrons. Mais de 50% do ferro do organismo está presente na forma de hemoglobina.

Os ruminantes jovens estão mais sujeitos à deficiência de ferro porque o leite é pobre no elemento, exibindo sinais de anemia microcítica normocrômica, baixo ganho de peso, letargia, incapacidade de suportar o esforço circulatório, respiração laboriosa após exercício moderado, redução de apetite, atrofia das papilas da língua e palidez das mucosas visíveis. Dificilmente a deficiência de Fe acomete animais adultos, a menos que ocorra considerável perda de sangue por parasitoses ou outra doença (McDOWELL, 1999).

5.5 Iodo

O iodo é componente essencial dos hormônios da tireóide – tiroxina (T4) e triiodotironina (T3) – que regulam o metabolismo energético no organismo, termorregulação, metabolismo intermediário, crescimento, reprodução, desenvolvimento físico e mental e a diferenciação ou metabolismo dos tecidos. Afetam glândulas endócrinas, hipófise e gônadas, que influenciam o funcionamento neuromuscular, crescimento de pêlos e pelagem e ainda o metabolismo de nutrientes inclusive o de minerais.

Cerca de 70 a 80% do iodo é absorvido no rúmen sendo que pode haver alguma no abomaso. O requerimento de iodo para bovinos é afetado por substâncias goitrogênicas que interferem no metabolismo do iodo. Estes compostos são encontrados em farelos de soja e de algodão e pastagens e sementes de Brassica (NRC, 1996).

A deficiência de iodo nos ruminantes é caracterizada por bócio endêmico. Em animais jovens manifesta-se também por fraqueza geral, retardo no desenvolvimento cerebral, nascimento de animais fracos, cegos e sem pêlos. Em animais em reprodução reduz a produtividade devido a irregularidades ou supressão de ciclo estral. O desenvolvimento fetal pode ser paralisado, resultando em morte, reabsorção embrionária, aborto ou natimorto, associados à gestação prolongada, partos trabalhosos e retenção de membranas fetais (ALLCROFT et al., 1954; POTTER et al., 1981; McDOWELL, 1999).

5.6 Manganês

O manganês é componente de enzimas como a piruvato carboxilase, arginase, superoxido dismutase e ativador de várias outras enzimas. É necessário ao organismo para estrutura normal dos ossos, a reprodução e o funcionamento normal do sistema nervoso central (McDOWELL, 1999). A quantidade de manganês necessária para máximo crescimento é menor que para o desenvolvimento normal do esqueleto, e para a reprodução, os requerimentos de manganês são mais elevados do que para crescimento e desenvolvimento ósseo.

Os sinais clínicos de deficiência incluem crescimento sub-ótimo de tecidos moles e esqueléticos, redução da resistência à fraturas dos ossos, conformação óssea anormal, ataxia, fraqueza muscular, acúmulo de gordura corporal, diminuição da lactogênese, cio tardio, irregular ou ausente, reabsorção fetal, deformidades fetais, baixo peso ao nascer (McDOWELL, 1999).

5.7 Selênio

O selênio é essencial para funções orgânicas como crescimento, reprodução, prevenção de várias doenças e manutenção da integridade dos tecidos. A função metabólica do selênio está intimamente ligada à vitamina E, onde ambos atuam protegendo membranas biológicas contra degeneração oxidativa. O selênio é parte integrante da glutationa peroxidase (GSH Px), que destrói os peróxidos antes que eles possam atacar as membranas celulares. Além disto o selênio é importante na formação de selenoproteínas que atuam em espermatozóides, RNA, síntese de prostaglandinas e metabolismo de ácidos graxos, conversão de T4 (tetraiodotironina) em T3 (triiodotironina) e resposta imunológica (Underwood & Suttle, 1999; McDowell, 1999).

Selênio também está envolvido no sistema imune dos animais, de acordo com a revisão de Smith et. al (1997), citando vários trabalhos sobre o assunto. Larsen (1988), observou tendência de aumento na concentração de IgG, em ovelhas e cordeiros suplementados com selênio. Turner & Finch (1990), reportaram diminuição da resposta linfocitária em cordeiros deficientes em Se e vit. E. Smith et al. (1985) suplementaram novilhas 60 dias antes do parto e durante a lactação com 0,3 mg/kg de Se e encontraram menor infecção da glândula mamária ao parto, redução da prevalência da infecção durante a lactação, menos casos de mastites clínicas, infecções com durações mais curtas e baixa contagem de células somáticas (CCS) comparada às novilhas não suplementadas. Erskine et.al (1989) encontraram atrofia, agalactia e redução de produção de leite em vacas recebendo dietas com baixos níveis de Se ( 0,04mg/kg MS) em comparação às vacas suplementadas com Se ( 2,0mg de Se/dia) ( P<0,05). As vacas Se-deficiente também tiveram maior contagem de células somáticas e maior duração da infecção mamária. Hogan et.al (1990) suplementou vacas com 0,2mg de Se/kg MS a partir de 21 a 51 dias de lactação e encontrou aumento (p<0,05) de neutrófilos intracelulares contra Staph. aureus e tendência contra E.coli.

Resultados semelhantes encontraram Paschoal et al (2002) suplementando vacas holandesas no pré-parto com 5 mg de Se por dia, obtendo redução de contagem de células somáticas nas primeiras oito semanas de lactação. Quando suplementaram em conjunto ao Se, 1.000 UI de vit. E por dia reduziram em 72% a incidência de mastite clínica quando comparado ao grupo controle.

Basini & Tamanini (2000) avaliaram o efeito do selênio nas células da granulosa de bovinos, com e sem estimulação com FSH, e determinaram a produção de óxido nítrico que possui papel importante na atividade ovariana. Demonstraram que o selênio estimulou (P<0,001) a proliferação de células dos pequenos folículos ovarianos, além disso, promoveu potencialidade estimulatória do efeito gonadotrópico nas mesmas células. Ainda aumentou a produção de estradiol das células foliculares. Selênio inibiu (p<0,001) a produção de óxido nítrico pelas células. Concluíram que o selênio atua nas células da granulosa pela modulação de sua proliferação e síntese de estradiol, além disso, este efeito pode ser mediado, em pequena parte pela inibição de óxido nítrico.

Jukola et al (1996) avaliaram o efeito de selênio em 511 vacas leiteiras durante um ano e relataram que o aumento da concentração de Se sanguíneo está associado com diminuição de todas as infecções, incluindo Staphylococcus aureus, Actinomyces pyogenes, Corynebacterium sp. (-17,7, -31,7, -70,6%, respectivamente). A concentração de Se sanguíneo de 200 microgramas/L foi aceita como valor para otimizar a saúde do úbere. Não encontraram associação de Se sanguíneo com desordens de fertilidade ou sucesso na primeira IA.

Os sintomas de deficiência de Se se manifestam por diminuição do crescimento e distrofia muscular nutricional (“doença do músculo branco”) em bezerros e cordeiros. Os bezerros têm a musculatura da língua afetada, impedindo-os de mamar. Frequentemente a morte ocorre subitamente por falha cardíaca, devido aos danos nos músculos do coração. Em casos menos severos, os bezerros ficam enrijecidos e com dificuldade de manter-se de pé. A baixa eficiência reprodutiva inclui a retenção de placenta, cuja alta incidência pode ser reduzida por níveis adequados de selênio na dieta como demonstrados em estudos nos Estados Unidos, Escócia e Brasil (McDowell, 1999).

5.8 Zinco

Zinco é componente de várias enzimas envolvidas no metabolismo de ácidos nucléicos, proteína, e carboidratos, e no desenvolvimento e funcionamento normal do sistema imune (NRC, 1996). Atua sobre a produção e secreção de testosterona, insulina e adenocorticóides, é importante para a espermatogênese e características sexuais primárias e secundárias nos machos, bem como todas as fases do processo reprodutivo das fêmeas, desde o início do cio até o parto e lactação (McDowell, 1999). Segundo Harmon (1998), a ligação entre zinco e a função imune data do início da década de 70, onde trabalhos com bezerros Black Pied Danish descendentes de Frísio encontraram sintomas incluindo perda de pêlo, paraqueratose em volta da boca, olhos, maxila, diarréia, conjuntivite, rinite e broncopenumonia. Na necropsia foram encontrados atrofia de timo e placas de Peyers. A suplementação de zinco tem sido usada para diminuir os efeitos de pododermatite infecciosa em gado Frísio (Suttle & Jones, 1989, citado por Harmon, 1998).

Tem sido postulado que a deficiência de zinco em ruminantes enfraquece a pele e outros epitélios estratificados, assim como reduz a magnitude do aumento do metabolismo basal seguida de um desafio infeccioso. Como a glândula mamária é essencialmente epitelial, o zinco assume importância no revestimento no canal da teta na prevenção da mastite. Especula-se que a suplementação com zinco pode aumentar a resistência à mastite. Estudos experimentais com infecção intramamária com E.colie endotoxinas resultaram em diminuição dos níveis de zinco no organismo (Harmon, 1998).

5.9 Molibdênio

Molibdênio é componente de várias enzimas – xantino oxidase, sulfito oxidase e aldeído oxidase. Não há evidência de deficiência de molibdênio ocorrer em gado de corte na prática, mas molibdênio pode aumentar a atividade microbiana no rúmen em alguns momentos. O metabolismo do molibdênio é bastante afetado pelo cobre e enxofre que agem antagonicamente (NRC, 1996). Em altas concentrações (> ou = 20mg de Mo/kg de MS) apresenta quadros tóxicos de diarréia, anorexia, perda de peso. O máximo tolerável em bovinos de corte é estimado em 10mg de Mo/kg (NRC, 1980).

5.10 Níquel

A função do níquel no metabolismo dos mamíferos não é conhecida. Este elemento é componente essencial da urease das bactérias ureolíticas (Spears, 1984), além estar envolvido na reação final de metanogênese, capacidade de alterar as proporções de gases produzidos na fermentação ruminal e efeito na digestibilidade de componentes da dieta (Lopes & Tomich, 2001). A necessidade de níquel para bovinos não está totalmente esclarecida, sendo sugerida de 0,5 a 1ppm na dieta (Speras, 1984; McDowell, 1992). Normalmente as forrageiras apresentam teor de níquel variando de 0,5 a 3,5ppm (Underwood & Sutlle, 1999). O máximo tolerável de concentração de níquel é estimado em 50mg /kg da dieta (NRC, 1980).

5.11 Flúor

O flúor em pequenas quantidades aumenta a resistência dos dentes a cáries em humanos e animais de laboratórios. Os ruminantes são mais susceptíveis à toxicidade do F do que não ruminantes. Sendo sua toxicidade reflexo da quantidade e duração da ingestão do elemento, da solubilidade dos compostos que contém flúor, idade do animal, estado de nutrição, fatores de stress e diferenças individuais. Os sinais clínicos são alterações dentárias de forma, tamanho e cor, exostose óssea, enrijecimento de articulações, retardo de crescimento, queda na fertilidade, produção de leite, morte de recém-nascidos. Níveis de 20 a 30ppm de F total na dieta causam mosqueamento dentário e acima de 50 ppm provocam claudicação e queda de produção de leite e redução de consumo. Fosfatos que possuem altas concentrações de F são mais apropriados para uso com bovinos em confinamento, suínos e aves, do que para gado de cria, que é mantido no rebanho por tempo prolongado (McDowell, 1999).

Lopes e Tomich (2001) relatam que experimentos de longo prazo, em que animais receberam sal mineral com superfosfato triplo ou fosfato bicálcico, durante toda sua vida produtiva, da concepção até o abate, comprovaram que os teores de metais pesados, arsênio, cádmio, chumbo e mercúrio, em nenhuma das amostras de carne e vísceras provenientes dos animais alimentados com ambas fontes de fósforos ultrapassaram os limites críticos de tolerância internacionalmente aceitos. Todos os trabalhos conduzidos pela Embrapa Cerrados, comprovaram que a utilização de superfosfato triplo produzido a partir de rocha brasileira, não acarreta nenhum risco para a saúde humana e animal, bem como foram similares os índices zootécnicos para ganho de peso, fertilidade, rendimento e produtividade quando comparados com o fosfato bicálcico.

6. BIODISPONIBILIDADE DAS FONTES MINERAIS

A absorção de íons minerais é dependente de vários fatores, incluindo níveis do elemento ingerido, idade do animal, pH intestinal, condições ambientais, estado nutrcional do animal com deficência ou não do elemento, presença de antagonistas minerais ou outros nutrientes (Herrick, 1993).

Existem diferenças consideráveis na disponibilidade de um elemento mineral fornecido por diferentes formas. A análise química de um mineral num alimento ou mistura mineral não fornece informação sobre a disponibilidade do mineral para os animais. A disponibilidade biológica pode ser definida como aquela porção de um mineral que pode ser usada pelo animal para atender suas necessidades metabólicas (McDowell, 1999). O termo “biodisponibilidade” é definido como o grau de absorção de um nutriente ingerido de uma forma que possa ser utilizado pelo metabolismo de um animal normal. Portanto, o elemento mineral está disponível a nível tecidual, assim como ao nível de dieta. Valores de biodisponibilidade relativa são calculados para diversas formas de elementos minerais relacionando sua resposta a uma fonte padrão do elemento com um valor de biodisponibilidade designado como “100”. Os valores de biodisponibilidade relativa resultante são úteis na formulação de dietas e na comparação de custos (Ammermam & Henry, 1999).

Fatores físico-químicos afetam a entrada de nutrientes pelo lúmen intestinal e sua incorporação no complexo bioquímico dentro do ambiente celular. Fatores como a forma química do elemento ou a presença de outro íon inorgânico que compete pelo mesmo mecanismo de entrada, outros ligados à interação do nutriente mineral com seu carreador molecular podem aumentar a absorção via receptores específicos de mucosa ou outras moléculas orgânicas podem reduzir esta absorção também, como exemplos incluem os fitatos, que diminuem a disponibilidade de Zn, Fe, Cu, Mn; certos açúcares , diminuem Cu; fosfatos, diminuem, Fe e Mn; polifenóis diminuem Fe; alguns aminoácidos, aumentam a disponibilidade de Zn, Cu, Fe, Mn. Além disto ouros fatores como sexo, idade, nível de produção (crescimento, lactação, prenhes), status nutricional, doenças, secreção gastrointestinal, microflora (Johnson, 1989; Fairweather-Tait, 1996) citado por Power & Horgan (2000).

Figura 1 – Inter-relação entre os diversos minerais (Georgiesvskii, 1982)

Tabela 5 – Percentual de minerais em algumas fontes usadas em suplementos e sua disponibilidade relativa.

Elemento

Fonte

% do elemento na fonte

Biodisponibilidade

Cálcio

Farinha de ossos autoclavados

29 ( 23-37)

alta

Fosfato de rocha desfluorizado

29,2 ( 19,9-35,7)

Intermediária

Carbonato de cálcio

40

Intermediária

Fosfato mole

18,0

Baixa

Calcário calcítico

38,5

Intermediária

Calcário dolomítico

22,3

Intermediária

Fosfato monocálcio

16,2

Alta

Fosfato tricálcio

31,0-34,0

Fosfato bicálcio

23,2

Alta

Fenos em geral

Baixa

Sulfato de cálcio

20,0

Baixa

Fósforo

Fosfato de rocha desfluorizado

13,1 (8,7 – 21,0)

Intermediária

Fosfato de cálcio

18,6 – 21,0

Alta

Fosfato bicálcico

18,5

Alta

Fosfato tricálcico

18,0

Ácido fosfórico

23,0 – 25,0

Alta

Fosfato de sódio

21,0 – 25,0

Alta

Fosfato de potássio

22,8

Fosfato mole

9,0

Baixa

Farinha de ossos autoclavados

12,6 ( 8-18)

Intermediária

Magnésio

Carbonato de magnésio

21,0 – 28,0

Alta

Cloreto de magnésio

12,0

Alta

Óxido de magnésio

54,0 – 60,0

Alta

Sulfato de magnésio

9,8 – 17,0

Alta

Enxofre

Sulfato de cálcio (gesso)

12,0 – 21,0

Baixa

Sulfato de potássio

28,0

Alta

Sulfato de magnésio e potássio

22,0

Alta

Sulfato de sódio

10,0

Intermediária

Sulfato de sódio anidro

22,0

Flor de enxofre

96,0

Baixa

Sulfato de amônio

24,0

Alta

Potássio

Cloreto de potássio

50,0

Alta

Sulfato de potássio

41,0

Alta

Sulfato de potássio

18,0

Alta

Cobalto

Carbonato de cobalto

46,0 – 55,0

a

Sulfato de cobalto

21,0

a

Cloreto de cobalto

24,7

a

Cobre

Sulfato de cobre

25,0

Alta

Carbonato de cobre

53,0

Intermediária

Cloreto de cobre

37,2

Intermediária

Óxido de cobre

80,0

Baixa

Nitrato de cobre

33,9

Intermediária

Ferro

Óxido de ferro

46,0 – 60,0

Não disponível

Carbonato de ferro

36,0 – 42,0

Baixa

Sulfato de ferro

20,0 – 30,0

Alta

Iodo

Iodato de cálcio

63,5

Alta

Iodato de potássio estabilizado

69,0

Alta

Iodeto de cobre

66,6

Alta

Etilenodiamino dihidroiodeto

80,0

Alta

Manganês

Sulfato de manganês

27,0

Alta

Óxido de manganês

52,0 – 62,0

Intermediária

Selênio

Selenato de sódio

40,0

Alta

Selenito de sódio

45,6

Alta

Zinco

Carbonato de zinco

52,0

Alta

Cloreto de zinco

48,0

Intermediária

Sulfato de zinco

22,0 – 36,0

Alta

Óxido de zinco

46,0 – 73,0

Alta

Não foram feitos testes críticos, mas a fonte é efetiva FONTE: McDowell (1999).

6.1 Quelatos ou minerais complexados

Um quelato de metal é formado por uma estrutura cíclica produzida por uma atração entre cargas positivas e certos cátions polivalentes com dois ou mais sítios de alta atividade eletronegativa. Geralmente, os quelatos requerem ligações iônicas e covalentes. As ligações covalentes de coordenação ocorrem quando ambos elétrons compartilhados são oriundos de um mesmo átomo. Os elétrons dos metais de transição (Cu, Mn, Zn, Cr, Se, etc.) possuem alta capacidade de formar íons complexados, isto é, um átomo de metal central ao qual vários ânions ou moléculas estão ligados (Russel, 1982; Herrick, 1993).

A quelação pode ser definida como um processo especial de complexo formado entre um ligante e um íon metálico, onde o ligante ou o agente quelante deve conter no mínimo dois grupos funcionais (oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre) capazes de doar um par de elétrons para combinar através de ligação covalente de coordenação com um metal (Langwinski & Patino, 2001).

Várias moléculas orgânicas podem ser utilizadas como ligantes. Os aminoácidos podem formar quelatos a partir de seus grupos funcionais carboxil e a-amino. As proteínas hidrolisadas formam complexos através de ligações das extremidades ionizáveis dos aminoácidos de sua molécula. Os polissacarídeos podem se ligar aos metais através de seus grupos carbonila e hidroxilas ou através de seus grupos fosfatados quando se tratam de moléculas fosforiladas (Langwinski & Patino, 2001).

São basicamente três tipos de quelatos reconhecidos e essenciais nos sistemas biológicos.

O primeiro grupo inclui quelatos que transportam e armazenam íons metálicos. Os ligantes transportam este metal pela corrente sanguínea passando através de membranas celulares e depositando-o nos sítios onde são necessários. Exemplo deste quelato é a transferrina que transporta o ferro. O segundo grupo consiste daqueles essenciais para a fisiologia e com função metabólica definida como a hemoglobina (ligando com o ferro), a vitamina B12 (ligando com o cobalto) e as metaloenzimas. O terceiro grupo é formado por aqueles que interferem com a utilização de cátions essenciais, que são formados acidentalmente e sem valor valor biológico. Os cátions são necessários para função catalítica das enzimas e a formação destes quelatos com metais errados pode desativar ou inibir estas enzimas (Herrick, 1993).

A Association of American Feed Control Officials (AFFCO, 1999) dá as seguintes definições para produtos minerais vendidos nos Estados Unidos como compostos minerais orgânicos:

  • Quelato Metal-Aminoácido (57.142) é o produto resultante da reação de um íon metálico de um sal solúvel de metal com aminoácidos na proporção molar de um mol de metal para um a três moles (preferencialmente dois) de aminoácidos para formar ligações covalentes coordenadas. O peso médio dos aminoácidos hidrolisados dever ser de aproximadamente 150 daltons e o peso molecular do quelato resultante não deve exceder a 800 daltons.

  • Complexo Metal-Aminoácido (57.150) é o produto resultante da complexação de um sal metálico solúvel com aminoácido (s).

  • Complexo Metal-Aminoácido Específico (57.151) é o produto resultante da complexação de um sal metálico solúvel com aminoácido (s) específico (s).

  • Proteinato de Metal (57.23) é o produto resultante da quelação de um sal solúvel com aminoácidos e/ou proteína parcialmente hidrolisada

  • Complexo Metal-Polissacarídeo (57.29) é o produto resultante do complexo de um sal solúvel com uma solução de polissacarídeo declarada como um ingrediente como complexo metálico específico.

Metodologias simples e de uso fácil para verificação da especificação e do grau de ligação dos compostos orgânicos minerais ainda não estão disponíveis, prejudicando o progresso da pesquisa destes produtos (Ammerman & Henry, 1999).

6.1.1 Absorção e metabolismo dos quelatos

Após a ingestão, os sais metálicos, geralmente, são ionizáveis no estômago, tornando solúveis. Não havendo interferências de reações químicas, os cátions entram no lúmen onde são ligados às proteínas carreadoras e encaixados nas membranas da mucosa intestinal. Os minerais são transposrtados para o interior das células por transporte ativo ou passivo, podendo ocorrer em qualquer parte do intestino delgado, sendo na sua maior parte feita no duodeno devido ao mais baixo pH (Ashmead, 1993).

O processo de absorção do complexo metal-aminoácido é diferente pois o metal complexado é uma molécula quimicamente inerte, sendo assim não sofre influências de íons de metais livres de sais solúveis, gorduras e fibras. E também não requer intervenção de vitaminas para absorção como no caso de alguns metais. Este complexo é estável e não sofre mudança na sua estrutura química durante o processo digestivo, pois estão como dipeptídeos ou tripepdtídeos, similar aos originados do processo de digestão protéica. Já o complexo proteinato de metal, devido seu maior tamanho, poderá sofrer hidrólise no lúmen intestinal. A absorção do metal-aminoácido ocorre normalmente no jejuno por transporte ativo através da ligação com a gama glutamil transpeptidase formando a molécula quelato gama glutatione. Esta molécula será clivada pela gama glutamil ciclotransferase em 5-oxyoprolina e no complexo metal-aminoácido que passará ao citoplasma celular. A separação do metal e do aminoácido será feita no sítio de ação específico (Ashmead, 1993).

Microelementos seqüestrados como aminoácidos ou complexos de polissacarídeos geralmente têm mais elevada biodisponibilidade e também a mais alta estabilidade e solubilidade. Uma vez alcançando o sistema circulatório, os minerais são ligados a proteínas para serem transportados pelo sangue a vários tecidos. A união dos minerais a aminoácidos antes da sua ingestão pelos animais pode facilitar a sua ligação com proteínas de transporte do sangue. As formas orgânicas de minerais não interagem com vitaminas e outros íons e são eficientes a baixos níveis, comparado às formas inorgânicas. (McDowell, 1999).

A establidade dos quelatos é dependente do número de átomos que compõem o anel, sendo mais estável com dois ou três átomos pois resultam em quatro ou seis ligações que formam ângulos tetraédricos do anél heterocíclico que impedem competições com moléculas eletrofílicas e átomos que possam destruir a ligação do quelato. Além disto, depende do número de áneis fechados, onde, quanto maior este número mais estável será o quelato. Quanto mais básico for o ligante maior será sua capacidade de doar elétrons e mais estável. São mais estáveis quando os ligantes possuem pequeno raio atômico, maior eletronegatividade e devem possuir no mínimo dois átomos doadores de elétrons , como por exemplo os átomos da coluna V e VI da tabela periódica (Langwinski & Patino, 2001; Ashmead, 1993; Graddon, 1968 ciatdo por Hynes & Kelly, 1995).

Segundo Langwinski & Patino (2001), existem os aspectos químicos das reações de quelação que influenciam na estabilidade e modo de ação dos quelatos:

  • equilíbrio em solução do íon metálico, os prótons e os ligantes;

  • cinética da reação de substituição do íon metálico e o complexo formado;

  • comportamento redox do íon metálico e seu complexo;

  • reações envolvendo os ligantes coordenados.

6.2 Trabalhos de pesquisas com microminerais quelatados

É necessário saber sobre a estabilidade dos complexos minerais quelatados no trato digestivo dos ruminantes para a compreensão dos possíveis mecanismos de ação destes compostos. Vários trabalhos de pesquisas têm sido feitos para estudar a biodisponibilidade destes compostos em comparação com as formas inorgânicas. A maioria dos trabalhos revisados relata melhoria na biodisponibilidade das fontes minerais quelatadas em comparação às fontes inorgânicas, entretanto, faltam trabalhos para avaliar o potencial do uso das fontes inorgânicas em dosagens maiores (o dobro, por exemplo) em comparação às fontes complexadas. Brow & Zeringue (1994) citados por Pereira (2002), avaliaram a estabilidade e solubilidade de 15 proteinatos, complexos metal aminoácido de Cu, Zn, Mn de 5 empresas. Estudos i n vitro mostraram que apenas 2 produtos tiveram solubilidade inferior a 92,7% em pH 5, e em pH 2 todos tiveram solubilidade próxima a 100, quando incubados a 39 ° C por 12 horas em concentrações variando de 0,125 a 12,5 mg/ml. Para avaliar a integridade estrutural foram feitos testes de cromatografia em colunas com nihidrina nas soluções filtradas. Os resultados mostraram que os picos de mineral não ocorreram na mesma fração eluída, sugerindo que os metais solubilizados não estavam fisicamente associados a aminoácidos ou outras moléculas protéicas. Estes autores concluíram que estes quelatos não foram estáveis nos tampões utilizados ou não foram capazes de se manter complexados durante a filtragem em gel, sendo pouco provável que se mantenham estáveis no trato digestivo.

Em um total de 27 trabalhos revisados para os microminerais cobre, selênio e zinco as respostas são contraditórias em relação à biodisponibilidade dos minerais complexados quando comparados as fontes inorgânicas (Tabela 6) (Pherson et al., 1989; Spears, 1989; Wittenberg et al., 1990; Debonis & Nockels, 1992; Ward & Spears, 1993; Nockels et al., 1993; Ward et al., 1993; Hemken et al., 1993; Kegley & Spears, 1994; M albe et al., 1995; Du et al., 1996; Rojas et al., 1996; Ward et al., 1996; Kincaid et al., 1997; Koeing et al, 1997; Awadeh et al., 1998; Reid & Attaelmannan, 1998; Ammermam et al., 1999; Ammerman & Hemry, 1999; Knowles et al., 1999; Kincaid et al., 1999; Ling & Ploom, 1999; Rabiansky et al.,1999; Ortman et al., 1999; Falkowska et al., 2000; Power & Horgan, 2000).

Tabela 6 – Comparação dos efeitos dos minerais complexados em relação a sua biodisponibilidade relativa em trabalhos de pesquisas.

Número de trabalhos

Elemento Mineral

Efeito Positivo

Sem Efeito

Cobre

5

6

Selênio

8

2

Zinco

3

3

As formas complexadas de cobre tiveram melhor biodisponibilidade do que as fontes inorgânicas, com maior efeito na redução de infecção intra-mamária, entretanto quando avaliou o seu efeito em índices produtivos não foram encontradas diferenças em relação às fontes inorgânicas (Tabela 7) (Ward et al., 1993; Rabiansky et al., 1999; Harmon, 1999; Muehlenbein et al, 2001).

Tabela 7 – Comparação dos efeitos do cobre complexado em relação a fonte inorgânica em nove trabalhos com bovinos.

Número de trabalhos

Parâmetros

Efeito Positivo

Sem Efeito

Ganho médio diário

3

Consumo matéria seca

1

Conversão alimentar

1

Resposta imune

1

Reduz infecção intramamária

4

3

Produção e composição leite

2

Reprodução

1

1

As formas complexadas de cromo melhoram o sistema imune de bovinos, índices de produção leiteira e reprodutivos, redução de doenças, principalmente em gado leiteiro, entretanto, sua resposta em ganho de peso não apresentou resultados favoráveis na maioria dos trabalhos revisados, a não ser em condições de stress de transporte (Tabela 8) ( Monsier-Shageer & Mowat, 1992; Chang & Mowat, 1992; Burton et al., 1993; Bunting et al., 1993; Mowat et al., 1993; Wright et al., 1994; Chang et al., 1995; Kegley & Spears, 1995; Chang et al., 1996a; Chang et al., 1996b; Yang et al., 1996; Kegley et al., 1996; Bonomi et al., 1997; Villalobos et al., 1997; Bonomi et al., 1998; Danielsson & Pehrson, 1998; Vasquez, 1999; Ly-Shao et al., 1999; Back et al., 1999; Pollard & Richardson, 1999; Bonomi et al., 2000; Zanetti et al., 2000; Swanson et al., 2000; Hayirli et al., 2001).

Tabela 8 – Efeitos do cromo complexado em vinte e quatro trabalhos com bovinos.

Número de trabalhos

Parâmetros

Efeito Positivo

Sem Efeito

Ganho médio diário

7

6

Conversão alimentar

4

5

Rendimento Carcaça

2

1

Reprodução

3

1

Redução de doenças

8

3

Produção leite

4

1

Composição do leite

1

2

Redução céls. Somáticas

2

Redução glicose sanguínea

2

Redução de cortisol

2

2

As formas complexadas de selênio apresentaram maior biodisponibilidade em relação às formas inorgânicas na avaliação de biodisponibilidade, com menor contagem de células somáticas, mas não nos índices de conversão alimentar, ganho em peso e reprodução (Tabela 9) (Nicholson et al., 1991; Aspila et al., 1994; Malbe et al., 1995; Awadeh et al., 1998; h emken et al., 1998; Clyburn et al., 2000).

Tabela 9 – Comparação dos efeitos do selênio complexado em relação a fonte inorgânica em onze trabalhos com bovinos.

Número de trabalhos

Parâmetros

Efeito Positivo

Sem Efeito

Ganho médio diário

4

Consumo matéria seca

1

Conversão alimentar

2

Resposta imune

1

Reprodução

1

Produção de leite

1

1

Redução de céls. somáticas

5

Composição do leite

1

1

As formas complexadas de zinco apresentaram resultados favoráveis na redução de infecção intra-mamária, da contagem de células somáticas e de doenças do casco. Foram avaliados os resultados em ganho de peso, eficiência alimentar e produção de leite os trabalhos revisados não mostraram efeito muito marcante em comparação às fontes inorgânicas (Tabela 10) ( Greene et al., 1988; Moore et al., 1988; Kellog, 1990; Galton, 1990; Chirase et al., 1991; Spears et al., 1991; Muirhead, 1992; Spain, 1993; Brazle, 1994; Kirchgessner et al., 1994; Spears & Kegley, 1994; Harmon, 1998; Gruber & Bellof, 1998; CorbelliniI et al., 1998; Kegley & Silzell, 1999; Malcolm-Callis et al., 2000; Chirase & Greene, 2001).

Tabela 10 – Comparação dos efeitos do zinco complexado em relação a fonte inorgânica em trinta trabalhos com bovinos.

Número de trabalhos

Parâmetros

Efeito Positivo

Sem Efeito

Ganho médio diário

5

4

Consumo matéria seca

2

2

Conversão alimentar

1

Resposta imune

1

1

Problemas casco

1

Produção de leite

2

3

Redução de céls. somáticas

9

3

Redução de doenças

3

2

7. DIAGNÓSTICO DAS DEFICIÊNCIAS MINERAIS

Os problemas relacionados a minerais variam desde deficiências ou toxicidade aguda, caracterizada por sinais clínicos marcantes e alterações patológicas, até condições amenas e transitórias, difíceis de diagnosticar, que se expressam por estado geral insatisfatório e crescimento e produção reduzidos. Esta última situação assume grande importância pois ocorre em extensas áreas e com grande número de animais e podem ser confundidas com deficiência de energia, proteína e parasitismo (Underwood, 1977, citado or McDowell, 1999). Estes sintomas ligados a reprodução e produção somente são percebidos a um médio prazo sendo necessário monitoramento constante.

No diagnóstico de deficiências minerais são importantes vários fatores como exame clínico do rebanho, as análises de materiais dos animais (tecidos e fluídos), solo, água, forrageira, suplemento mineral, entre outros. Segundo Tokarnia et al. (2000) grande parte das deficiências minerais mais acentuadas, o histórico, o exame clínico, a realização de necropsia e os estudos histopatológicos podem ajudar no estabelecimento do diagnóstico. O método mais confiável para determinar deificência é a resposta do animal à suplementação específica, entretanto, para isto necessita-se de tempo, recursos, além de adequado controle e monitoramento. A maioria dos desequilíbrios minerais, particularmente aqueles de nível marginal, não provocam alterações patológicas ou sinais clínicos específicos de um mineral isolado. Portanto, faz-se necessário determinar a deficiência mineral através de análises químicas e ensaios biológicos para confirmação além da experimentação com o mineral deficiente (McDowell, 1999, Tokarnia et al. 2000).

As análises de solo para determinar as formas de minerais disponíveis podem oferecer alguns indícios sobre a deficiência, entretanto, os dados são pouco confiáveis, de difícil interpretação e com baixa correlação. Segundo Conrad et al. (1980) em trabalhos no Brasil, citado por McDowell (1999), ferro, manganês e zinco apresentaram correlações de 0,12, 0,12 e 0,30 respectivamente. De acordo com Tokarnia et al (2000) estas análises ajudam a complementar o diagnóstico, mas deve ser considerado que nem todas as quantidades de minerais no solo são aproveitáveis pela planta por diversos fatores como pH e forma química do elemento no solo.

A análise de minerais nas forrageiras, como auxílio no diagnóstico de deficiência, deve ser realizada com cautela e de forma que possa representar o pastejo seletivo dos animais, este fator torna-se mais complicado quando a área é extensa e constituída de diversos tipos de forrageiras. McDowell (1999) cita que Fick et al. (1979) recomendam para obtenção de amostras representativas de forragem que se observe o comportamento de pastoreio dos animais retirando as amostras mais representativas possível, não retirar amostras de locais com acúmulo de excremento ou com sobra de pasto rejeitado pelo animal. Deve ser considerada também a época do ano a ser coletada a amostra pois ocorre variação dos minerais nas forrageiras ao longo do ano. As desvantagens segundo McDowell (1999) em relação à analise de forrageira são:

  • incerteza da amostra ser representativa da dieta;

  • dificuldade de estimar o consumo de pastagem;

  • variação na biodisponibilidade dos minerais nas pastagens;

  • contaminação da amostra por partículas de solo.

A análise de material (tecidos e fluídos) provenientes do animal permite verificar de forma direta, com maior rapidez e mais facilmente, as deficiências existentes. As análises de amostras de fígado servem para avaliar a condição do animal em relação ao Cu, Co, Mn, Se e eventualmente Zn. As análises de tecido ósseo podem ser usadas para Ca e P. As análises de sangue, soro e plasma são úteis no diagnóstico do estado de Mg, Zn, Cu, P, Ca. Entretanto, fatores como estresse, exercício, hemólise, temperatura e tempo de separação do soro podem alterar estes níveis. A análise de saliva, urina e fezes pode auxiliar no diagnóstico de Na e K (McDowell, 1999; Tokarnia et al., 2000). A secreção de iodo no leite está diretamente controlada por consumo na dieta podendo ser utilizado como indicador do status do elemento (Miller, 1975, citado por Nicodemo 1999).

A dosagem de enzimas como superóxido dismutase, glutationa-peroxidase, no sangue e outros tecidos podem auxiliar no diagnóstico de deficiências de Zn e Se. Além da dosagem de vit. B12 para avaliar “status”de Co, do hormônio tiroxina para o iodo e da hemoglobina para o Fe.

Os animais possuem capacidade de acumular reservas de minerais e utilizá-las em períodos de restrição. Apesar da deficiência mineral na dieta, o animal pode permanecer em bom estado por alguns meses, dependendo da severidade da deficiência e de suas reservas. Minerais como Cu, Se, Ca e P podem ficar armazenados por mais tempo, entretanto outros como Zn, Mn, Na e Mg não são armazenados em quantidades suficientes ou suas reservas não estão suficientemente disponíveis (Judson & McFarlane, 1998; citado por Nicodemo, 1999).

A tabela 11 ilustra análise de valor considerável na determinação de deficiências e toxicidades de minerais específicos.

Tabela 11 – Diagnóstico de deficiências minerais específicas ou toxicidades em bovinos

Deficiência Mineral

Tecido

Níveis críticos

Cálcio (%)

Osso (desengord.) Cinza óssea Plasma

24,5% 37,6% 8mg/100ml

Magnesio (%)

Soro Urina Fluído cérebroespinhal

1-2mg/100ml 2-10mg/100ml 1,6mg/100ml

Fósforo (%)

Osso (desengord.) Cinza óssea Volume ósseo Plasma

11,5% 17,6% 120mg P/cm3 4,5 mg/100ml

Potássio (%)

Plasma

9-28meq/l

Sódio (%)

Saliva Fezes Urina Relação Na/K (saliva)

100-200mg/ml 1000ppm 1meq/L < 10

Cobalto (ppm)

Fígado Vit.B12

0,05-0,07ppm 96mg/ml

Cobre (ppm)

Fígado Soro

25-75ppm 0,65mg/ml

Iodo (ppm)

Leite T4

300mg/dia 4,2mg/dl

Ferro (ppm)

Hemoglobina Transferrina

10g/100ml 13-15% saturação

Manganês (ppm)

Fígado

6ppm

Selênio (ppm)

Fígado Soro Pêlo ou lã

0,25ppm 0,03mg/ml 0,25ppm

Zinco (ppm)

Soro

0,6 – 0,8mg/ml

Toxicidade

Cobre (ppm)

Fígado Soro

700ppm – 1,2ppm

Flúor (ppm)

Ossos

4500 – 5500ppm

Manganês (ppm)

Pêlos

70ppm

Molibdênio (ppm)

Fígado

4ppm

Selênio (ppm)

Fígado Pêlos

5 – 15ppm 10ppm

FONTE: NRC (1996); McDowell (1999), González (2000).

8. MÉTODOS DE SUPLEMENTAÇÃO MINERAL

A suplementação mineral pode ser feita por métodos indiretos como uso de fertilizantes minerais, mudança de pH do solo e o estímulo do crescimento de determinadas espécies forrageiras. O aumento do pH do solo influencia a absorção de minerais pela planta provocando deficiências de Cu e Co e excesso de Se e Mo. A fertilização das pastagens aumenta a produção de matéria seca, além de aumentar os minerais nas forrageiras, entretanto está relacionada à forma química do elemento e tipo de solo, entre outros fatores (McDowell, 1999).

O método mais eficiente de fornecer minerais para bovinos é através de suplementos minerais combinados com concentrados, se assegura maior exatidão na quantidade a ser ingerida diariamente. Mas, para bovinos em pastejo nem sempre isto é possível ( McDowell, 1999), sendo mais utilizado para bovinos de leite ou através do uso de misturas múltiplas para gado de corte, que vem aumentado nos últimos anos, principalmente na época da seca.

Segundo McDowell (1999) a administração direta de minerais pode ser feita por água, misturas minerais, blocos, dosificações orais, preparações ruminais e injeções. As dosagens orais asseguram quantidades específicas a intervalos conhecidos, mas é dependente de mão de obra e dependendo do tamanho do rebanho torna-se impraticável. Minerais como Cu e Se que podem ser estocados por mais tempo no fígado tem mostrado resultado satisfatório, mas o Co que necessita de suplementação semanal mostra-se inviável. As injeções intramusculares têm sido usadas para Cu, Se, I e Zn. As preparações ruminais são baseadas em balas ou “pellets” que podem conter Co, Se ou Zn e ficam retidos no rúmen-retículo e são liberados de maneira lenta e constante. A maior desvantagem de fornecimento de um ou alguns minerais a animais sob pastejo em extensas áreas do mundo é que existem outros minerais como o P e Na que não podem ser fornecidos desta maneira, sendo assim a preferência de escolha é a suplementação é através de misturas de sal comum com fontes de Ca, P e microelementos.

O consumo de minerais à vontade é a maneira mais comum de oferecer minerais aos bovinos sob pastejo. O sal comum é o veículo usado para dar palatabilidade à mistura mineral ao mesmo tempo que também funciona como regulador de consumo, normalmente sendo usado de 30 a 40% na mistura final (McDowell, 1999; Tokarnia et al. 2000). Uma mistura mineral completa normalmente inclui o sal comum, uma fonte de P com baixo F, além de Ca, Co, Cu, I, Fe e Zn, entretanto em regiões tropicais de solos ácidos o Mn e o Fe podem ser eliminados da mistura. O S, K, Mg e Se de acordo com a necessidade específica (McDowell, 1999). A tabela 12 mostra o efeito da mistura mineral completa sobre os índices zootécnicos comparado ao uso de somente sal comum na dieta de bovinos. Segundo Tokarnia et al. (2000) o uso de misturas minerais completas é um método anti-econômico, pois no Brasil deveriam ser suplementados somente o P, Co, Cu, I e Zn e como veículo o sal branco, sendo que em certas regiões não há necessidade de todos estes elementos. Além disto, na mistura mineral completa existe o risco das interferências antagonistas entre os minerais.

Souza et al. (1983) suplementaram novilhos em pastagens de capim colonião, no Mato Grosso do Sul, durante 336 dias, com NaCl; NaCl +P+ micro; NaCl+P e mistura comercial, e encontraram ganho em peso de 40, 144, 68 e 130kg respectivamente. O tratamento NaCl+P+micro obteve maior benefício líquido.

Tabela 12 – Estudo colombiano de quatro anos avaliando o uso suplementos minerais comparados ao sal comum.

Ítem

Sal Comum

Mistura Mineral Completa

Abortos (%)

9,3

0,75

Nascimento/ano (%)

50,0

67,0

Mortalidade até a desmama (%)

22,6

10,5

Bezerros desmamados do total do rebanho (%)

38,4

60,0

Peso a desmama – 9 meses (kg)

117

147

Ganho de peso em 572 dias (kg)

86

147

Ganho médio diário (g)

150

247

Kg bezerro desmamado/vaca/ano

44,9

88,2

FONTE : McDowell (1999)

Tabela 13 – Características de um suplemento mineral a pasto recomendado para bovinos.

Um suplemento mineral completo aceitável para bovinos deveria ser:

1.

Conter um mínimo de 6-8% de P total. Em áreas onde as forragens constantemente têm teor de P mais baixo que 0,20%, são preferidos os suplementos minerais com 8-10% P.

2.

Não ter substancialmente uma relação de Ca:P maior que 2:1.

3.

Fornecer uma proporção significante (aproximadamente 50%) das exigências de minerais traços como Co, Cu, I, Mn, e Zn. Em regiões conhecidas como deficientes em minerais traços, deveriam ser fornecidos 100% de minerais traços específicos.

4.

Incluir sais minerais de alta qualidade que contenham as melhores formas biologicamente disponíveis de cada elemento mineral, e evitar a inclusão mínima de sais minerais contendo elementos tóxicos. Como um exemplo, deveriam ser evitados fosfatos que contenham alto teor de F, ou formular sais para que os animais em reprodução, recebessem não mais que 30-50 mg/kg de F na dieta total. Poderiam ser usados fertilizantes ou fosfatos não tratados, com algumas limitações para o gado confinado.

5.

Ser suficientemente palatável para permitir o consumo adequado em relação às exigências.

6.

Ser produzido por um fabricante idôneo com controle de qualidade, e garantias quanto aos valores de etiqueta.

7.

Ter um tamanho de partícula aceitável, permitindo uma mistura adequada, sem partículas muito pequenas que acabam sendo perdidas.

8.

Ser formulado para uma determinada área, nível de produtividade animal, ambiente (temperatura, umidade, etc.) na qual será utilizado, e ser tão econômico quanto possível.

3. Para a maioria das regiões seria apropriado incluir Se, a menos que fossem observados problemas de toxidez.

FONTE : McDowell (2001)

8.1 Consumo dos suplementos minerais

A palatabilidade de um suplemento afeta o consumo mais do que a necessidade fisiológica. Ao formular-se uma mistura mineral, a estimativa das necessidades a ser atendida deve coincidir com o consumo adequado. O consumo médio da mistura mineral é altamente variado e dependente de vários fatores segundo McDowell (1999) :

  • bovinos em pastagens de baixa qualidade ou disponibilidade consomem mais minerais, que coincide também com a época seca do ano devido à maior quantidade de fibra, menor digestibilidade e quantidade de proteína na forragem;

  • suplementos protéicos e energéticos podem fornecer também minerais e diminuir a necessidade e apetite dos animais quando oferecidos isoladamente, mas caso seja adicionado à mistura mineral funcionam como palatabilizante e aumentam o consumo da mistura total;

  • quanto maior o nível de produção maior a necessidade de minerais e maior o consumo da mistura mineral;

  • o sal comum funciona como palatabilizante devido ao apetite particular dos bovinos por este, entretanto é também regulador de consumo onde quanto maior a quantidade de sal comum no suplemento mineral menor será seu consumo;

  • quando os animais não têm acesso ao suplemento mineral por tempo prolongado podem consumir de duas a dez vezes mais minerais do que o esperado até que seu apetite esteja satisfeito;

  • o umedecimento e o empedramento diminuem o consumo do suplemento mineral;

  • a localização do cocho de suplemento mineral próximo de aguada ou malhadouro permite o consumo regular do suplemento, pois o consumo é menor se os animais têm que andar longas distâncias.

8.2 Cocho para os suplementos minerais

Os suplementos adequadamente formulados são capazes de produzir resultados benéficos somente quando estão à disposição permanente dos animais sob forma fresca e seca. O manejo da suplementação mineral através de uma rotina de inspeção semanal dos cochos para verificar a quantidade e aspecto da mistura tem sido negligenciado pela maioria dos pecuaristas (McDowell, 1999) e causando à “síndrome do cocho vazio” que acarreta sérios prejuízos na bovinocultura.

Aspectos ligados ao cocho como altura em relação ao solo para a categoria a ser suplementada, espaçamento linear, tipo de acesso (unilateral ou bilateral), proteção contra chuvas, localização influenciam o consumo e por sua vez afetam o desempenho dos animais (McDowell, 1999). Segundo Martin (1993) indica 4cm de espaço linear por animal para mistura mineral como suficiente, entretanto se for usado mistura múltipla (mineral com uréia, farelos e/ou grãos), esta medida pode chegar a 20cm linear por animal devido ao maior ingestão do suplemento e tempo de permanência no cocho. A altura em relação ao solo deverá ser de 50cm para vacas de cria, para que os bezerros tenham acesso ao suplemento, 60 a 70 para recria e 100cm para engorda. A profundidade de 20 – 30cm, a largura superior de 40 – 50cm e inferior de 30 – 40cm (Martin, 1993; Lazzarini Neto, 2000).

A localização do cocho deve ser de fácil acesso para o animal e para a pessoa responsável pelo abastecimento e em local seco. Cochos localizados em áreas próximas ao bebedouro cerca de 300 metros de distância, malhadouro ou sombreada, são usados com maior freqüência pelos animais (Martin, 1993; McDowell, 1999; Lazzarini Neto, 2000).

9. CONCLUSÕES

A nutrição mineral inadequada é um severo limitante da produção de ruminantes em regiões tropicais. As forrageiras normalmente não atendem todos minerais em quantidades necessárias, sendo importante a suplementação mineral dos bovinos a pasto de maneira racional e lógica baseada nas exigências de cada categoria, no diagnóstico de deficiências clínicas e sub-clínicas e através da experimentação. O diagnóstico diferencial de deficiências nutricionais (protéica e energética), doenças que relacionam com o sistema reprodutivo, neurológico e imunológico dos animais, são importantes para concluir a respeito da deficiência mineral em um rebanho. Portanto, é necessária uma avaliação criteriosa do técnico baseada em fatores citados como exame clínico do rebanho, as análises de materiais dos animais (tecidos e fluídos), solo, água, forrageira, suplemento mineral, consumo da mistura, biodisponibilidade das fontes usadas, tipos de cocho, índices zootécnicos entre outros.

O uso de quelatos na nutrição de bovinos de leite e de corte não está totalmente elucidado pelo fato dos trabalhos de pesquisas apresentarem resultados contraditórios, ora com resultados favoráveis e ora sem efeito. Os resultados do uso de quelatos na nutrição de bovinos são influenciados por diversos fatores como: a fonte a ser usada em comparação aos quelatos em estudos de pesquisas e o nível de ingestão das mesmas, o teor do mineral no alimento que compõe a dieta bem como os teores de seus antagonistas, a composição química do quelato fornecido; o status mineral e imunológico, idade, sexo, raça, estágio e nível de produção do animal. São necessárias mais pesquisas científicas para avaliar estes produtos na alimentação bovina, uma maior padronização de metodologias e materiais a serem usados para diminuir as variáveis que influenciam nesta resposta, principalmente em nosso país onde as condições são bem distintas dos países de clima temperado. Além disto, devem ser mostrados nos resultados de pesquisas a relação benefício/custo do uso destes complexos.

10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Fabiano Alvim Barbosa 1, Décio Souza Graça 2, Francisco Veriano da Silva Júnior 3

  1. Médico Veterinário, Mestre Nutrição Animal, Doutorando Produção Animal, EV/UFMG, fabianoalvim@unb.br
  2. Professor Adjunto, EV/UFMG, decio@vet.ufmg.br
  3. Eng. Agrônomo – Mestrando em Zootecnia, EV/UFMG, fveriano@yahoo.com.br, Departamento de Zootecnia, Escola de Veterinária da UFMG, Caixa Postal 567, 30.123.970, Belo Horizonte/MG

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