OUTRAS VARIEDADES

Outras variedades de gramíneas e leguminosas:

 GRAMÍNEAS:

LEGUMINOSAS:

ARUANA – Panicum maximum cv. Aruana

ani-282-0

CARACTERÍSTICAS

Família: Gramíneas

Espécie: Panicum maximum

Cultivar: Aruana

Ciclo vegetativo: Perene

Consorciação: Todas as leguminosas

Hábito de crescimento: ereto em touceiras baixas

Tempo de formação: 75 dias

Altura do corte (pastejo): 20 cm

Matéria Seca: 12 t/ha/ano

Proteína bruta na MS: 8 a 10% da MS

Aceitabilidade: ótima

Exigência em fertilidade do solo: média a alta

O capim Aruana é proveniente da África tendo sido introduzido por meio de sementes enviadas para Nova Odessa pelo Dr. Jorge Ramos Otero (1974). Seu comportamento chamou a atenção dos técnicos quando comparado a outros seis cultivares de P. maximum.

Produz de 15 a 26 toneladas de matéria seca por hectare por ano, com uma distribuição de 30 a 40% no período seco do ano (abril a setembro), com teores de proteínas bruta de 7,5 a 12% variando ao longo do ano, e digestibilidade da matéria seca em torno de 64%. É muito bem aceito por bovinos, equinos e ovinos; consorcia-se bem com leguminosas soja-perene, macrotiloma e estilosantes.

Resiste bem a seca e ao frio, produz bastante sementes, dessa forma sua propagação é fácil, rápida e de menor custo. O Aruana é classificado como relativamente tolerante s geadas e ao ataque de cigarrinhas.

Na formação da pastagem, é recomendável a aplicação do calcário sobre a superfície do terreno e incorporação ao solo o mais profundo possível, em quantidades suficientes parar elevar o índice de saturação de bases do solo a 70%. Apresenta exigência de média a alta em relação ao fósforo, recomenda-se aplicar, no plantio, 40 a 100 kg/ha/ano de fósforo.

O capim Aruana prefere solos leves, friáveis, bem drenadas e profundos. Evite semeá-lo em locais de baixadas úmidas e em solos muito argilosos e rasos.

A semeadura deve ser feita normalmente no início da estação chuvosa, podendo ser realizada a lanço, em linhas , aéreo ou em covas. A quantidade de sementes por há varia com o valor cultural das sementes ( % de germinação X % de pureza/100 ).

O capim Aruana propicia a utilização de altas lotações de OVINOS nas pastagens, em até 35 cabeças de ovinos/ha/ano ,contra uma média de 12 a 20 cabeças/ha/ano, obtido com outras forragens, e ainda assim necessita somente de 5 a 6 aplicação ano de  anti-helmínticos contra 10 a 12 usualmente utilizadas pelos pecuaristas. Nas pesquisas com pastejo de bovinos, o Aruana suportou lotações médias de 2,4 cabeça/ha, após 712 dias de pastejo, apresentando, os animais, ganhos médios de 511g/animal/dia, superando outros capins. Nesse período, o ganho de peso vivo foi de 862 g/ha, correspondendo a 1,21 kg/ha/dia.

PLANTIO

VC          QUILOS P/ HA   PROFUNDIDADE P/ PLANTIO

30                    8                                                  1 – 3 cm

 

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MASSAI – Panicum maximum cv. Massai

massai

Fertilidade do solo: média, alta

Forma de crescimento: touceira
Altura: 0,6 a 0,8 m
Utilização: pasteiro direto, fenação
Digestibilidade: boa
Palatabilidade: muito boa
Resistência a seca: boa
Resistência ao frio: boa
Teor de proteína: 11 a 18%
Profundidade de plantio: 1 a 2 cm.
Ciclo vegetativo: perene
Cigarrinha: tolerante
Pontos de VC/Ha: 300 a 350
Origem: Embrapa híbrido espontâneo

Recomendações dependendo das condições de plantio:

35 VC% – 10 a 12 Kg/Ha

50 VC% – 8 a 10 Kg/Ha

Revestida – 12 a 14 Kg/Ha

É indicado o uso de 300 a 350 pontos de Valor Cultural (VC)/ha

 

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MULATO II – Brachiaria híbrida cv. MULATO II

Brachiaria híbrida cv. MULATO II é a terceira geração de cruzamentos entre Brachiarias, realizados pelo CIAT (Centro Internacional de Agricultura Tropical – www.ciat.cgiar.org), com sede em Cali, Colômbia, que se iniciaram em 1988, dentro de seu Programa de Forragens Tropicais. 

mulato

CARACTERÍSTICAS DIFERENCIAIS

 · Ampla adaptação edafo climática

· Tolerância ao frio, geadas e queimadas

· Resistência a cigarrinhas-das-pastagens e à maioria das espécies de lagartas

· Resistência a solos ácidos, com respostas a partir de pH = 4,2 e com Alumínio tóxico

· Resistência a longos períodos de secas

· Resistência a altas temperaturas com alta umidade relativa

· Resistência a pisoteio e pragas

· Respostas em solos com fertilidade a partir de média-baixa

· Maior persistência e melhor eficiência, com menor estacionalidade

· Maior densidade e volume de massa foliar

· Maior qualidade nutricional

· Maior consumo animal – melhor palatabilidade, herança da heterose nos cruzamentos com a Brachiaria ruziziensis (uma de suas progenitoras), considerada a de melhor palatabilidade entre as espécies do gênero Brachiaria.

 MORFOLOGIA

raizes

 · Maior profundidade das raízes (chegando a cerca de 1,30-1,50 m de profundidade)

· Maior ramificação do sistema radicular

· Resistência a longos períodos de seca, capacidade de transferência, para a parte aérea, de umidade e de nutrientes encontrados em profundidades não antes alcançadas pelas demais cultivares

· Resistência a queimadas, frio e geadas fortes, devido ao posicionamento “sub” basal da gema da planta, com coroa radical

· Restrição para utilização em zonas de má drenagem ou de encharcamento prolongado

· Susceptível ao fungo Rhizoctonia solani.

· Maior número de perfilhos, um dos principais responsáveis pelo alto índice de massa foliar

· Maior densidade e volume de massa foliar

· Crescimento cespitoso (entouceirado) e decumbente, produzindo uma massa foliar mais espessa, distribuída por toda a extensão da altura das plantas, e também estolonífero, preenchendo os espaços vazios

· Excelente relação folha/talo, pelo maior número de perfilhos, com mais folhas e menos talos em cada perfilho

· Folhas e Talos pubescentes (aveludados), altamente palatáveis e muito macios

· Proteção da planta contra o calor e frio excessivos

· Ingestão pelos animais sem causar ferimentos ou cortes no sistema digestivo

· Redução da ocorrência de carrapatos nas partes mais altas das plantas (obs. a campo)

· Crescimento vigoroso com rápida cobertura e maior velocidade de rebrote

· Uma única floração, e tardia, proporcionando maior e melhor aproveitamento do pasto, mesmo em condições adversas

· Maior qualidade nutricional

· Maior teor de PB (Proteína Bruta)

· Maior teor de minerais

· Menor teor de fibras

· Melhor digestibilidade, sendo recomendado inclusive para equinos (em fenação)

 

TECNOLOGIA DAS SEMENTES

· Utilização de SEMENTES PURAS, com VC médio de 70%

· Escarificação, proporcionando a quebra da dormência das sementes

· Tratamentos Especiais

· Maior velocidade de germinação

· Maior uniformidade na germinação

· Melhor índice de germinação

· Semente Peletizada (incrustada)

· Maior facilidade de semeadura

· Maior proteção de cada semente contra adversidades

· Maior proteção ao operador

· Possibilidade de adição de micronutrientes, inseticidas e fungicidas

 

PLANTIO

 Lembramos que para uma perfeita implantação do Capim Mulato II recomendamos um rigoroso preparo do solo para eliminação total de ervas daninhas e outras variedades de forrageiras existentes já na área  No caso de Brachiaria decumbens, brizantha e humidicola recomendamos pelo menos 3 mãos de grade profunda para eliminação de sementes dormentes em camadas inferiores do solo. Concluindo, o solo devera ser preparado como se fosse plantar uma lavoura de milho ou soja.

Não recomendamos o consorciamento com nenhuma outra variedade de forrageira, pois, o capim MULATO II por ser muito mais palatável sera consumido ate o máximo para depois os animais começarem a consumir a ponta da outra forrageira. Relatos a campo indicam que a palatabilidade do capim MULATO II pode superar a de uma grama TIFTON.

Para aproveitar o ótimo rendimento de cada semente, o plantio deve ser realizado com a maior precisão possível, podendo ser realizado através de semeadoras a lanço (sempre retirar o misturador, pois, danificam as sementes peletizadas), em linha (cuidar com plantadeiras com sistema de correntes que danificam as sementes peletizadas), com matracas ou até mesmo manualmente.

· Taxa de plantio de  12 a 14 kg/ha, respeitadas as condições mínimas favoráveis

. O nascimento de 8 plantas por metro quadrado já e suficiente para uma boa formação.

· Semeadura a lanço

. Afim de facilitar a regulagem da espalhadeira sugerimos a mistura das sementes peletizadas com adubo super simples (50% cada) e grafite em pó para facilitar a vazão das sementes.

· Sementes em mistura com um lastro, que pode ser Superfosfato Simples ou Superfosfato Triplo, têm a vantagem de acrescentar Fósforo no plantio; ou então com outro produto que tenha uma densidade similar à da semente incrustada (peletizada)

· Sementes puras (deixando apenas 1 abertura na espalhadeira modelo cone invertido, regulando-a e retirando o misturador inferior, que pode danificar o pellet)

· Plantio em linha, recomendamos 30 cm X 30 cm e 5 sementes por cova.

· Regular para a taxa ideal de plantio

· Observar a profundidade máxima de plantio, que é de 2 cm

· Observar sempre que a engrenagem da plantadora não esteja danificando o pellet durante o plantio

· Após a semeadura é recomendada a realização de uma compactação, o que sempre facilitará uma melhor emergência das plântulas

· A fertilização com Nitrogênio e Potássio é recomendada para a fase da cobertura +/- 45 dias após o plantio

· A fertilização periódica de manutenção é recomendada pelo menos uma vez ao ano, entre o final da época das secas e o início das chuvas, com, por exemplo, com 50 a 100 kg/ha de Nitrogênio e 50 kg/ha de Fósforo. Procurar a orientação de um agrônomo para a realização da análise de solo e para a recomendação da adubação específica. 

OBS: A Brachiaria hibrida cultivar Mulato II possui em sua composição genética uma característica de germinação mais lenta comparada com forrageiras convencionais, podendo existir sementes germinando de 9 a 40 dias apos plantio. Lembramos que 5 a 6 plantas por metro quadrado já são suficientes para uma boa formação devido as proporções que cada planta quando adulta atinge.

MANEJO

Excelente para pastejo rotacionado intensivo, corte, produção de feno (fardos ou rolos), de silagem e de pré-secado (Silopack), proporcionando:

· Maior produtividade de carne e de leite (por animal, por área e por maior período)

· Melhor qualidade de leite produzido, com maior teor de sólidos (leite a pasto)

O primeiro pastejo deve ser iniciado com o pasto a partir de 60-70 cm de altura (leve ou com bezerros jovens).

Os demais pastejos devem ser iniciados com o pasto até o máximo de 80-90 cm de altura, aproveitando a melhor qualidade nutricional das folhas.

O gado deve ser retirado do piquete quando a altura do pasto estiver em não menos de 25 cm. Isto permitirá que o rebrote tenha maior velocidade.

Para ovinos colocar com 50 cm e retirar com 25 cm.

Este procedimento permite uma otimização do pastejo (diminuição do intervalo de pastejo entre os piquetes e diminuição do tempo de pastejo em cada piquete), oferecendo ao rebanho a melhor qualidade de forragem (pontas de folhas), durante o máximo de tempo possível, maximizando o ganho de peso e/ou maximizando a produção e a qualidade do leite produzido a pasto.

RESTRIÇÃO

· NÃO É RECOMENDADA SUA SEMEADURA SOLOS ENCHARCADOS, EM ÁREAS SUJEITAS A LONGOS PERÍODOS DE INUNDAÇÃO OU COM MÁ DRENAGEM.

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Fonte e foto: www.mulato2.com.br

UMA BOA FORMAÇÃO DE UMA PASTAGEM. AGROSTOLOGIA

O sucesso da formação de uma pastagem depende muito mais de conhecimento do que de sorte. Grande parte dos procedimentos necessários a uma boa formação,  apresentados a seguir,  não implica em aumento de custos.

1. O preparo do solo:

– inicia-se pela coleta de mostras do solo para análise. Com os resultados,  procure a ajuda de um agrônomo para fazer recomendações de calagem e adubação,  no que será considerado,  também o tipo de capim escolhido para o plantio;

– metade da quantidade de calcário recomendada deve ser esparramada na área antes da aração e a outra metade,  após a primeira gradagem;

– a primeira movimentação do solo pode ser feita com arado ou gradeadora (“grade rome”),  incorporando todo o material vegetal existente na superfície. Em seguida,  com uma grade niveladora faz-se o destorroamento do solo,  nivelamento da superfície e eliminação de eventuais invasoras. Quase sempre, duas passadas da grade niveladora são suficientes;

– a aplicação a lanço de fertilizantes deve ser feita antes da primeira gradagem niveladora ou entre a primeira e a segunda,  para uma boa incorporação do fertilizante.

2. Cuidados especiais no preparo do solo:

– as ações para o controle de erosões,  com o a construção de terraços e curvas de nível,  devem ser executadas após o nivelamento do solo;

– o destorroamento excessivo,  resultante de número exagerado de gradagens,  deve ser evitado a todo custo;

– a calagem deve ser feita entre 60 e 90 dias antes do plantio,  para que o calcário tenha tempo de reagir no solo;

– Observação: é muito importante esperar que o material vegetal incorporado ao solo pela aração apodreça antes do plantio, caso contrário,  as sementes morrerão por causa dos efeitos da fermentação deste material;

3. O plantio:

– a melhor época de plantio é quando as chuvas passam a ocorrer com maior frequência. Em áreas queimadas,  no entanto,  o plantio deve ser feito sobre as cinzas,  quer dizer,  antes da ocorrência das primeiras chuvas;

– seja qual for o método escolhido o plantio deve possibilitar a distribuição uniforme das sementes por toda a área a ser formada. No caso de plantio em linhas ou covas,  o espaçamento entre elas deve ser o menor possível:

– uma causa frequente de insucesso é o plantio de quantidades insuficientes de sementes. A boa regulagem do equipamento de plantio é uma forma de garantir que a quantidade certa de sementes seja plantada. Essa quantidade,  chamada de taxa de semeadura,  varia de acordo com o tipo de capim e lote de sementes.

– tanto a compra das sementes quanto o cálculo da taxa adequada de semeadura devem ser baseadas no Valor Cultural (%VC) da semente a ser plantada. Esse valor resulta da análise da semente em laboratório e representa a percentagem de sementes puras viáveis contida no lote de sementes. Os valores mostrados nas duas tabela acima permitem ajustar a taxa de semeadura de lotes com diferentes % VC;

– as sementes devem ser cobertas pelo solo após a sua distribuição na área. As semeadeiras de linha e as “matracas” fazem isto automaticamente. O enterrio excessivo das sementes também é uma causa frequente de insucesso na formação de pastagens. Sementes miúdas como as dos capins colonião,  Tanzânia,  Mombaça,  andropógon e setária devem ser enterradas,  no máximo, a 2 cm de profundidade, enquanto que as de brizanthão (braquiarão),  decumbens e humidícola a não mais de 4 cm;

– nos plantios a lanço,  feitos,  por exemplo,  com esparramadeira de calcário ou avião,  as sementes são depositadas sobre a superfície do solo e precisam ser logo enterradas. Isso pode ser feito:

a) com rolo compactador de ferro ou de um ou mais conjuntos de pneus lisos que podem ser construídos na própria fazenda.

Rolo de pneus lisos, rústico, utilizado para promover o enterrio das sementes de capim.

b) com grade niveladora leve fechada,  isto é,  regulada de forma que os discos fiquem paralelos à direção de avanço do equipamento,  para que não enterrem muito as sementes.

4. Cuidados especiais no plantio:

– muitos equipamentos usados para plantio (principalmente as esparramadeiras de calcário) não permitem regulagens para quantidades inferiores a 7 kg –  8 kg de sementes por hectare. Se for necessário plantar quantidades menores que estas,  areia,  fosfato de rocha,  calcário,  esterco seco e moído, pó-de-serra,  ou casca de arroz,  podem ser misturados às sementes para aumentar o volume a ser plantado;

– alguns fertilizantes,  como cloreto de potássio,  uréia e sulfato de amônia,  não podem ser misturados com as sementes porque causam sua morte. Por outro lado, o super simples granulado pode ser misturado, desde que o plantio ocorra no mesmo dia em que a mistura foi preparada;

– a rolagem,  imediatamente após a distribuição das sementes,  favorece o seu contato com o solo,  posicionando-se na profundidade adequada e possibilitando uma emergência rápida e homogênea das plantinhas. No entanto, ela não deve ser feita caso seja logo após a distribuição das sementes (porque a chuva, por si só, promove o enterrio a maior parte das sementes) nem,  tampouco,  em solos muito argilosos, especialmente,  quando úmidos;

– em plantios aéreos ou feitos com “matracas”,  devem-se utilizar sementes da Série Gold;

– trabalhar com o depósito de sementes da semeadeira sempre cheio diminui a excessiva separação (estratificação) das sementes pesadas das leves. Se isso não for feito,  as sementes pesadas (de melhor qualidade) tenderão a ser plantadas primeiro e as mais leves vão ficando para o fim. Esse problema ocorre dentro do depósito por causa da trepidação da máquina em movimento, e pode resultar em grande desuniformidade no estabelecimento da pastagem.

5. Estimando as chances de sucesso:

– para o bom início da formação de uma pastagem é necessário que se obtenham,  no mínimo, 20 plantinhas nascidas e bem distribuídas por metro quadrado no caso dos capins braquiarão (brizantão),  decumbens e humidícola; enquanto que 40 plantinhas por metro quadrado são necessárias no caso dos capins setária,  andropógon,  colonião,  Tanzânia e Mombaça.

6. Manejo de formação:

– o primeiro pastejo,  quando feito de modo correto, garante o sucesso de uma formação bem iniciada. Ele deve ser feito logo que as plantas estiverem crescidas e cobrindo toda a área plantada. Neste caso,  é melhor utilizar animais leves, jovens,  para fazer apenas um desponte das plantas. Nesta fase, se forem utilizados animais pesados,  as plantas poderão ser arrancadas durante o pastejo;

– se o primeiro pastejo for feito bem mais tarde, muitas plantas morrerão por causa da competição entre elas. Isso aumenta os espaços vazios na pastagem,  diminui a produção de capim e facilita o crescimento de ervas daninhas;

– a partir do primeiro pastejo,  à medida em que as plantas se desenvolvem,  a pastagem pode passar a ser utilizada normalmente.

7. Agrostologia:

Agrostologia é o ramo da botânica relacionado com o estudo das ervas, mais específicamente com a sua classificação.

OBJETIVOS: Reconhecer os principais gêneros, espécies de capim , leguminosas utilizados para formações de pastagem e fenação; formar pastagens e capineiras para alimentação animal; manejar adequadamente as pastagens de acordo com a classe, categoria e produção animal.

Pastagens no Brasil Brasil –  840.000.000 ha de território. (1ha =  10.000 m²) Pastagens –  198.000.000 ha, que correspondem à cerca de 21% do território.

– Temos três tipos de pastagens: Nativa:  são áreas formadas por forragens do continente americano que ocorrem de forma espontânea,  como o pampa gaúcho,  pantanal e diversas regiões de cerrado.  Como exemplo temos os capins pojuca, grama batatais,  capim Ramires,  capim canarana. Naturalizada:  são pastagens de forrageiras,  oriundas geralmente do continente africano,  introduzidas a mais de 250 anos e que ocorrem espontaneamente.  Como exemplo temos o capim colonião,  Jaraguá,  gordura,  angola. Melhorada:  formada por forrageiras oriundas de outros continentes,  introduzidas a cerca de 100 anos e podem ocorrer de forma espontânea.  Como por exemplo,  temos capim elefante,  brachiaria,  brachiarão,  quicuio da Amazônia,  tifton 85, coast-cross.

Obs: A Brachiaria é fundamental para o nosso sistema de pastagens,  porque tem baixa exigência nutricional (relacionada à fertilidade do solo),  é propagada por semente e tem grande produção de sementes.

8. GRAMÍNEAS:

9. LEGUMINOSAS:

BRS PIATÃ – Brachiaria brizantha cv. Piatã

piatã 1

PIATÃ

Fertilidade do solo: Média a Alta

Forma de crescimento: Touceira

Altura: 1,20 a 1,60 m

Utilização: Pastoreio direto e Fenação

Digestibilidade: Excelente

Palatabilidade: Excelente

Resistência a seca: Média

Resistência ao frio: Média

Teor de proteína: de 10% a 12%

Profundidade de plantio: 1 a 2 cm

Ciclo vegetariano: Perene

Cigarrinha: Tolerante

Pontos de VC/Ha: 350 a 420

Origem: África Equatorial

HISTÓRICO E DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA

O cv. Piatã é uma Brachiaria brizantha selecionada após 16 anos de avaliações pela Embrapa, a partir de material coletado na década de 1.980, na região de Welega, na Etiópia, África. É uma planta de crescimento ereto e cespitosa (forma touceiras) de porte médio e com altura entre 0,85 m e 1,10 m. Apresenta colmos verdes e finos (4 mm de diâmetro). As bainhas foliares têm poucos pelos, e a lâmina foliar é glabra (sem pelos) medindo até 45 cm de comprimento e 1,8 cm de largura. A lâmina é áspera na face superior e tem bordas serrilhadas e cortantes. Apresenta ainda perfilhamento aéreo. Sua inflorescência se diferencia das atuais cultivares disponíveis de B. brizantha por apresentar maior número de racemos (até 12), quase horizontais, com pelos longos e claros nas bordas e espiguetas sem pelos e arroxeadas no ápice. Suas sementes são menores que as da B. brizantha cv. Xaraés (MG-5).

PRODUTIVIDADE DE FORRAGEM

O cv. Piatã pode ser cultivado na Amazônia Legal (norte de Mato Grosso, Tocantins, Rondônia, Acre e sul do Pará), e em regiões com estação seca de até 5 meses dos estados das regiões Centro-Oeste e Sudeste, além das áreas de Mata Atlântica e de cerrado da Bahia. Possui boa produção de forragem, e em parcelas sob corte, em solos de média fertilidade e sem adubação de reposição em Mato Grosso do Sul produziu em média 9,5 t/ha de matéria seca com 57% de folhas, sendo 30% dessa produção obtida no período seco. Comparada com o cv. Marandú destacou-se pela elevada taxa de crescimento e disponibilidade de folhas sob pastejo. O teor médio de proteína bruta nas folhas foi de 11,3% e a média anual de digestibilidade in vitro da matéria orgânica de 58%. O cv. Piatã apresenta rebrota mais rápida do que o cv. Marandú. Em Campo Grande, em solos de fertilidade média, as taxas de acúmulo de massa seca de folhas nos períodos de água e seca, foram respectivamente, de 53,6 e 8,3 kg/ha/dia para o cv. Piatã, superiores aos 47,8 e 6,70 kg/ha/dia, do cv. Marandú. Em ensaio sob condições semi controladas, em casa-de-vegetação, o cv. Piatã apresentou tolerância intermediária ao alagamento do solo, tendo desempenho semelhante ao cv. Xaraés (MG-5), porém superior ao cv. Marandu.

RESISTÊNCIA A PRAGAS

Em ensaios sob condições controladas em casa de vegetação, o cv. Piatã apresentou resistência às cigarrinhas típicas de pastagens, Notozulia entreriana e Deois flavopicta por determinar menor sobrevivência ninfal. O mesmo não foi constatado, no entanto, quanto à cigarrinha-de-cana, Mahanarva fimbriolata. Tal fato limita sua utilização extensiva em áreas com histórico de problemas com cigarrinhas do gênero Mahanarva. Em observações quanto aos níveis populacionais em condições de campo, constatou-se, neste capim, baixa infestação e danos moderados ao ataque do adulto.

O cv. piatã mostrou-se moderadamente resistente à ferrugem causada por Puccinia levis var. panicisanguinalis. Apresentou suscetibilidade a uma doença fúngica (carvão) nas sementes, causada por Ustilago operta. A ocorrência está estreitamente relacionada às condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do fungo (alta pluviosidade e umidade relativa do ar elevada durante o florescimento). Quanto a outras doenças, ainda não foram registradas limitações, tanto na parte aérea quanto em raízes. O cv. Piatã mostrou-se, também, tolerante a fungos foliares e de raiz, possuindo maior tolerância a solos úmidos que a cv. Marandú.

FLORESCIMENTO E PRODUÇÃO DE SEMENTES

Em Campo Grande/MS e em regiões semelhantes, o cv. Piatã apresenta florescimento precoce e concentrado nos meses de janeiro-fevereiro, à semelhança da B. decumbens cv. Basilisk. O cv. Piatã apresenta cerca de 206 sementes/grama, portanto, sementes menores do que as do cv. Xaraés (MG-5). Este número será 20% a 30% menor em lotes colhidos pelo método da varredura. As sementes do cv. Piatã são menores do que as do cv. Xaraés (MG-5).

EXIGÊNCIA EM CALAGEM E ADUBAÇÃO

O cv. Piatã é indicado para solos de média fertilidade, à semelhança dos capins cv. Marandú e cv. Xaraés (MG-5) e situando-se em uma posição intermediária entre a B. decumbens cv. Basilisk e cultivares de Panicum maximum quanto a esse aspecto. A quantidade de corretivos e de fertilizantes deve sempre se basear na análise química do solo. O cv. Piatã possui taxa de crescimento mais elevada que a do cv. Marandú em solo com saturação por bases entre 35% e 60%. Recomenda-se a aplicação de calcário suficiente para elevar a saturação por bases do solo ao mínimo de 40%. Adapta-se bem em solos arenosos de média fertilidade. Quando comparada a outras cultivares de B. brizantha cv. Marandú e cv. Xaraés (MG-5), o cv. Piatã responde mais à adubação fosfatada. Para as fases de recria e engorda de bovinos recomenda-se aplicações de 75 kg/ha/ano de nitrogênio. Recomenda-se ainda que, na fórmula de adubação, ou em aplicação isolada, sejam incluídos 30 kg/ha de enxofre. Com relação aos micronutrientes, recomenda-se a aplicação de 40 a 50 kg/ha de uma fórmula de FTE que contenha zinco, cobre e molibdênio, para um período residual de 3 a 4 anos.

PLANTIO

O plantio convencional deverá ser realizado em época de chuvas bem distribuídas, como meados de novembro até fevereiro nos cerrados de Mato Grosso do Sul. O preparo do solo é o mesmo utilizado para a formação de outras pastagens de braquiária, utilizando-se taxa de semeadura de no mínimo 2,5 kg/ha de sementes puras viáveis (valor cultural de 100%), numa profundidade entre 2 e 5 cm. O plantio a lanço em superfície pode ser adotado com o uso de maiores taxas de semeadura. Tal compensação deve ocorrer também quando houver condições sub ótimas de preparo de solo, controle de invasoras e de épocas de plantio. A operação de incorporação das sementes com uma grade leve ou o uso de rolo compactador favorecem a emergência de plântulas.

MANEJO E PRODUÇÃO ANIMAL

Em avaliação realizada em Campo Grande, MS, num regime de pastejo alternado, com ampla oferta de forragem para os novilhos ao longo das estações (três anos), o ganho de peso diário dos animais na estação chuvosa foi semelhante entre os cv. Piatã e Marandú, que superaram ao do cv. Xaraés (MG-5). Na estação seca, o desempenho diário dos animais foi semelhante entre as cultivares. Por sua vez, o cv. Xaraés (MG-5) proporcionou ao longo das estações as maiores taxas de lotação (número de cabeças/área), o que resultou em maior produtividade anual (kg de peso vivo/ha/ano). A produtividade anual de carne não diferiu entre o cv. Piatã e o cv. Marandú. Todavia, como o cv. Piatã apresenta características agronômicas e adaptativas diferenciadas, esta cultivar é recomendada para a diversificação das pastagens em vários ambientes de cultivo, como alternativa à cv. Marandú.

Nos três anos de avaliação, o cv. Piatã destacou-se pela elevada taxa de crescimento foliar, disponibilidade de folhas sob pastejo e valor nutritivo. Apesar dos ganhos de peso diários semelhantes entre o cv. Marandú e o cv. Piatã, este último produziu, em média, 45 kg/ha/ano de peso vivo a mais do que o cv. Marandú.

As avaliações apontam o cv. Piatã como uma opção para a diversificação das pastagens, apresentando como vantagens sobre o cv. Marandú e/ou cv. Xaraés (MG-5):

– Produção de forragem de melhor qualidade;

– Maior acúmulo de folhas;

– Maior tolerância a solos com má drenagem que o cv. Marandú;

– Maior resistência à cigarrinha-das-pastagens (Deois e Notozulia) do que o cv. Xaraés (MG-5).

Quantidade a ser usada no plantio:

50% VC – 8 a 10 Kg/Ha

 

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FONTE: EMBRAPA GADO DE CORTE: http://www.cnpgc.embrapa.br/ e UNIPASTO: www.unipasto.com.br

SOJA PERENE – Neonotonia wightii

Origem: Ásia

Nome científico: Neonotonia wightii
Fertilidade do solo: 
Alta
Forma de crescimento: Rasteiro e trepador
Altura: 40 a 60 cm
Utilização: Adubo verde, feno e pastejo
Precipitação: Acima de 700 mm
Tolerância à seca: Média
Tolerância ao frio: Boa
Palatabilidade: Ótima
Teor de Proteína na Matéria seca: 11 a 20%
Consorciação: Todas as gramíneas forrageiras
Profundidade de plantio: 1 a 2 cm
Ciclo vegetativo: Perene
Plantio: A lanço ou  em linha espaçadas de 0,5 a 1,0 m
Produção de matéria seca: 6 a 10 ton. MS/ ha/ ano
Fixação de Nitrogênio: 180 a 200 Kg N/ ha/ ano

 

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PUERÁRIA – Pueraria phaseoloides

Origem: Sudeste da Ásia, Malásia e Indonésia

Nome científico: Pueraria phaseoloides
Fertilidade do solo: Baixa, média e alta
Forma de crescimento: Rasteiro e trepador
Utilização: Pastejo, feno, ensilagem e adubo verde
Digestibilidade: Muito boa
Palatabilidade: Muito boa
Precipitação pluviométrica: Acima de 900 mm anuais
Tolerância a seca: Alta
Tolerância ao frio: Baixa
Teor de proteína na matéria seca: 14 a 16%
Consorciação: Com todas as gramíneas forrageiras
Profundidade de plantio: 1 a 2 cm
Ciclo vegetativo: Perene
Plantio: A lanço ou em linha espaçadas de 0,5 a 1,0 m
Produção de forragem: 8 a 10 ton. MS/ ha/ ano
Fixação de Nitrogênio: 100 Kg/ N/ ha/ ano
Quantidade de semente: Consorciado 3 a 5 Kg/ha

 

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MUCUNA PRETA – Mucuna aterrima

Fertilidade do solo: Baixa e média (Bem drenados)
Forma de Crescimento: Rasteiro, trepador
Utilização: Adubação verde, controle de erosão e nematoide
Precipitação pluviométrica: Acima de 700 mm anuais
Tolerância a seca: Alta
Tolerância ao frio: Média
Teor de proteína: 18% na MS
Profundidade no plantio: 3 a 4 cm
Ciclo vegetativo: Anual (210 a 260 dias)
Produção de forragem: 6 a 10 t MS/ha/ano
Fixação de Nitrogênio: 210 a 220 kg/ha/ano

ORIGEM

Sudeste da Ásia, sendo difundida na maioria dos países tropicais.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS

Leguminosa robusta, de crescimento rasteiro e indeterminado, ramos trepadores, folhas trifolioladas, de folíolos grandes e membranosos; inflorescência em racemos axilares, compostos por muitas flores grandes e brácteas caducas; cálice com 4 lóbulos, campanulado, corola violácea ou branca, estames diadelfos; vagem alargada, com 3 a 6 sementes que são globosas ou elípticas e comprimidas, exalbuminadas, duras, de coloração preta, com hilo branco, deiscentes após a completa maturação.

CARACTERÍSTICAS AGRONÔMICAS

É uma planta anual resistente à seca, à sombra, às temperaturas elevadas e ligeiramente resistente ao encharcamento. De clima tropical e subtropical, é bastante rústica, desenvolvendo-se bem em solos ácidos e pobres em fertilidade.
A época de plantio recomendável deve ser a partir de setembro, podendo estender-se até início de janeiro nos locais onde ocorrem geadas a partir de abril/maio; em locais onde não ocorrem geadas, o plantio pode ser feito até março. Pode ser solteiro ou consorciado com milho (principalmente), mandioca, café e outras culturas perenes. Quando intercalada às culturas perenes, deve-se proceder ao manejo dos ramos, para que não se agarrem nem subam nas plantas, prejudicando o seu desenvolvimento.

A semeadura poderá ser efetuada a lanço, em linhas ou em covas (matraca). Em linhas, normalmente recomenda-se um espaçamento de 50 cm, com 6 a 8 sementes por metro linear (60 a 80 kg/ha de sementes). A lanço, o gasto com sementes poderá ser mais ou menos 20% superior ao do plantio em linhas.  Quando utiliza-se matraca, é recomendado um espaçamento de 40 cm entre covas (2 a 3 sementes por cova). O peso de 1.000 sementes varia de 503 a 680 g.
A mucuna-preta tem demostrado ser susceptível à cescosporiose e a algumas viroses, não apresentando problemas com ataque de pragas.

O manejo deve ser feito no florescimento – enchimento das vagens (140 a 170 dias), com rolo-faca, incorporação pela aração ou por herbicidas. Caso a fito massa seja excessiva, recomenda-se uma passada de roçadeira, e 2 a 3 dias após, a incorporação através de aração.

Para produção de sementes recomenda-se o plantio de 3 a 4 sementes por metro linear, com um espaçamento de 1 m entre linhas (15 a 20 kg/ha de sementes). Deve-se preferencialmente proceder o tutoramento (plantas de milho, hastes de madeira, etc.), para uma produção de sementes com maior quantidade e de melhor qualidade, em função da maior aeração e insolação das inflorescências. Deve-se efetuar a colheita manualmente quando as vagens estiverem secas, levando-as para completar a secagem em terreiro ladrilhado para posterior beneficiamento (trilhadeira ou “mangual”).

Pode-se obter em torno de 2.000 kg/ha de sementes.
O ciclo completo da cultura é de 210 a 260 dias.

VANTAGENS

É uma planta utilizada como adubação verde, podendo ainda, em algumas situações, ser empregada como forragem ou seus grãos aproveitados como suplemento proteico para animais.
Uma das limitações da mucuna-preta é a suscetibilidade que possui em relação à cescosporiose e às viroses. Atua no impedimento da multiplicação das populações de nematoides.

Quantidade de sementes para plantio:

65 a 70 Kg/Ha

 

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MINEIRÃO – Stylosanthes guianensis cv. Mineirão

Origem:América Central e do Sul

Nome científico: Stylosanthes guianensis cv. Mineirão
Fertilidade do solo: Baixa, média e alta
Altura: 1,2 a 1,6 m
Utilização: Pastejo
Digestibilidade: Boa
Palatabilidade: Muito boa
Precipitação pluviométrica: Acima de 700 mm anuais
Tolerância a seca: Alta
Tolerância ao frio: Média
Teor de proteína na Matéria Seca: 8 a 12%
Consorciação: Brachiarias e Andropogon
Profundidade de plantio: 1 a 2 cm
Ciclo vegetativo: Perene
Produção de forragem: 10 a 13 ton. MS/ ha/ ano
Fixação de Nitrogênio: 30 a 196 Kg N/ ha/ano

 

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