Off

CAPIM ELEFANTE PARAÍSO – Pennisetum purpureum x Pennisetum glaucum cv. Paraíso Matsuda

by Gushiken on 20 de junho de 2011

Nome científico:Pennisetum glaucum x Pennisetum glaucum

Cultivar: Paraíso Matsuda
Origem: Estados Unidos
Fertilidade do solo: Alta
Forma de crescimento: Touceira ereta
Altura da planta: Até 3,0 m
Utilização: Pastejo direto, silagem e forragem verde picada
Digestibilidade: Excelente
Palatabilidade: Excelente
Precipitação pluviométrica: Mínimo de 1.200 mm anuais
Tolerância à seca: Média
Tolerância ao frio: Alta
Teor de proteína: 8% no inverno e 18% no verão na MS
Profundidade de plantio: 0,5 a 1,0 cm
Ciclo vegetativo: Perene
Produção de forragens: 30 a 50 t/ha/ano de matéria seca (MS)
Solos úmidos: Baixa tolerância
Altitude tolerável: Do nível do mar até 2.500 m
Consorciação: Todas as leguminosas, principalmente as de hábito trepador
Primeiro corte: Após 90 a 100 dias após a germinação
Altura de corte: 20 a 50 cm de altura. Quanto mais alto melhor
Intervalo de corte: A
 cada 70 dias
Adubação de cobertura: Após cada corte aplicar pelo menos 80 kg/ha de nitrogênio e a cada 20 t de forragem verde repor 160 kg/ha de KCl

INTRODUÇÃO

O híbrido hexaplóide Paraíso Matsuda é resultado do cruzamento do pasto  elefante (Pennisetum purpureum Schum.) com o milheto (Pennisetum glaucum (L.). Este cruzamento agregou a qualidade nutricional do milheto com o potencial de alta produção de forragem do capim elefante. Esse híbrido foi  obtido  através da duplicação de cromossomos por meio de uma substância química denominada Colchicina, que promove o rompimento citoplasmático no momento da meiose, tornando viáveis o cruzamento e obter híbridos superiores, inclusive plantas que produzem sementes viáveis.

O capim elefante híbrido foi introduzido no Brasil em 1995, pela MATSUDA. Desde esta época diversos trabalhos de pesquisas nas áreas de melhoramento genético, fisiologia vegetal, valor nutritivo da forragem, formas e modos de conservação da forragem, manejo da planta sob cortes e pastejo, adaptação aos diversos solos brasileiros, respostas a vários níveis de nitrogênio, fósforo e potássio e ainda, métodos de utilização da forragem, todos os trabahos foram feitos pelos  técnicos da Matsuda, além de convênios com centros renomados de pesquisas (Universidades Federais, Estaduais e Particulares, Institutos de Pesquisas, etc) e também em propiedades particulares.

PLANTIO

a) Preparo do solo

Antes do preparo de solo recomenda-se amostragem do solo para análises. Com os resultados procure um técnico capacitado para fazer as recomendações de calagem e adubação, respeitando a exigência do capim elefante Paraíso aos resultados obtidos.

O calcário deve ser aplicado no solo pelo menos 60 a 90 dias antes do plantio das sementes, para que tenha de reagir no solo, neutralizando o alumínio tóxico e elevando o pH. A incorporação deste calcário deverá ser o mais profundo possível. Recomenda-se para esta incorporação o uso de arado ou grade aradora. Para quantidade superiores a 3 t/ha, os melhores resultados são obtidos com o parcelamento da aplicação, metade antes da aração e a outra metade depois da primeira gradeação.

O preparo de solo deve ter como objetivo eliminar a vegetação existente, eliminar as ervas daninhas e preparar o terreno para que as sementes germinem e se desenvolvam normalmente. Se houver problemas com compactação, este também deve ser eliminado. Para estas operações diversos equipamentos podem ser utilizados tais como arado, grade aradora, grade niveladora, subsolador, etc.
O fertilizante fosfatado normalmente utilizado no plantio, pode ser aplicado antes da última niveladora, ou durante o plantio, podendo ser inclusive misturado com as sementes, desde que utilizado no mesmo dia.

b)    Distância entre as linhas de plantio:
A finalidade de uso é que define a distância entre as linhas de plantio:
– se vai ser utilizado como pasto de corte e o corte é mecânico, para fornecer forragem verde picada, para silagem, o espaçamento deve ser de: 0,80 a 1,00 m
– se vai ser utilizado como pasto de corte e o corte é manual, para fornecer forragem verde picada, para silagem, o espaçamento deve ser de: 0,50 a 0,70 m
c)    Plantio:
– Plantio mecânico:

Pode ser feita com plantadeiras de diversas marcas e modelos, desde que permita uma distribuição uniforme das sementes e a profundidade de plantio não exceda 0,5 a 1,0 cm. As sementes podem ser misturadas com fertilizantes fosfatados, desde que a mistura seja utilizada no mesmo dia. Nunca utilizar fertilizantes nitrogenados e potássicos junto com as sementes, no plantio estes nutrientes também não devem estar em contato com as sementes.
Para facilitar o processo de plantio sugerimos que as sementes ou mesmo a mistura de sementes+fertilizantes sejam colocadas no reservatório de adubo e não na caixa de sementes. Isso facilita o escoamento das sementes durante o plantio.
– Plantio semi-mecanizado:
Esse tipo de plantio é feito com uma plantadeira para distribuir o fertilizante na linha de plantio e em seguida as sementes são semeadas manualmente nos “sulcos” deixados pela plantadeira. Neste caso cuidado com a incorporação das sementes e a profundidade de plantio. A incorporação das sementes pode ser feita manualmente se a área for pequena ou com o rolo compactador se a área for grande.
–    Plantio manual:
O plantio manual é recomendado para áreas pequenas e consiste em estender uma linha no solo para marcar onde será o “sulco” de plantio. Na verdade se for feito um sulco há o risco das sementes ficarem muito profundo no solo comprometendo a sua germinação. Neste processo é importante cobrir as sementes após a semeadura, pode ser feito com os pés ou um rolo compacatador pequeno.

MANEJO DA PASTAGEM
PASTO DE CORTE – FORRAGEM VERDE PICADA

Os cortes no capim elefante Paraíso devem iniciar quando as plantas estiverem bem estabelecidas, com um bom desenvolvimento do sistema radicular, isso deverá ocorrer cerca de 90 a 100 dias depois da germinação das sementes.
Depois deste primeiro corte é importante a adubação de manutenção, ou seja, a aplicação de pelo menos 80 kg/ha de nitrogênio e 160 kg/ha de KCl a cada 20 t de forragem verde produzida. Esta adubação deverá ocorrer durante o período chuvoso.
Após este primeiro corte os seguintes serão realizados em intervalos de 70 dias aproximadamente.  Estes cortes dependem exclusivamente do fator climático (luz, temperatura e água). A adubação de manutenção / cobertura poderá ser dividida a cada corte.

PASTO DE CORTE – PARA ENSILAGEM

Igual que a recomendação anterior, o primeiro corte deverá ser feito após 90 a 100 dias da germinação das sementes e depois em intervalos de 70 dias aproximadamente. A adubação de manutenção deve ser a mesma que foi recomendada anteriormente e nas mesmas condições.

A altura de corte das plantas do cultivar Paraíso deve ser em torno de 30 a 40 cm do solo. Esta altura é a que mais favorece a rebrota do capim. O corte para silagem deverá ser o menor possível, sendo 2 a 3 cm o recomendado, pois isso facilita o processo de compactação, que é um dos segredos de sucesso na confecção de silagem de forrageira.
Para melhorar a qualidade da silagem recomendamos o uso de aditivos que auxiliam no processo de fermentação e diminuem os riscos durante o processo de confecção. O problema consiste na baixa porcentagem de matéria seca das pastagens. A outra opção é utilizar produtos que absorvem a umidade e aumentam a porcentagem de matéria seca, como são os casos de farelos de milho, farelo de soja ou de qualquer outro grão.

PASTEJO DIRETO

No caso de pastejo direto a recomendação é a mesma, isto é, devemos colocar os animais quando as plantas já estiverem devidamente fixadas no solo, com um bom desenvolvimento do sistema radicular. A partir de 90 dias da germinação das sementes já podemos averiguar a possibilidade de colocar os animais para pastejo.

É importante que o pastejo seja de forma intensiva, onde o pasto tenha um período de 1 a 5 dias de pastejo e outro período de 30 a 35 dias de descanso. Estes dias podem variar, tanto nos dias de uso como nos dias de descanso, dependendo sempre do fator climático e do nível de fertilidade do solo. Por isso é importante também a adubação de manutenção conforme já citado anteriormente.

PRODUÇÃO DE FORRAGEM

A produção de forragem do capim elefante Paraíso varia em função da idade da planta, conforme citado no Quadro 1. O rendimento forrageiro, quando a planta possui 35 dias de idade é de 5,2 t/ha de matéria seca, possui cerca de 19,2% de proteína bruta e digestibilidade de 66,5%. Palntas com 105 dias a produçaão de forragem é de 14,5 t/ha de matéria seca por cada corte, mas o teor de proteína abaixa para 10,2% e a digestibilidade para 58,5%.

QUADRO 1 – Altura da planta, produção de matéria seca (PMS t/ha), teor de proteína bruta (% PB), fibra detergente neutra (% FDN) e digestibilidade “in vitro” da materia seca (% DIVMS) da forragem do capim elefante Paraíso em quatro idades de rebrota (VILELA et al, 2001).

Nas idades superiores a estas, o valor nutritivo é menor, mesmo que se obtenha altíssima produção de forragem. Pode verificar no quadro 1, que o valor nutritivo da planta diminui progressivamente com a idade da planta. Analizando esses resultados, pode-se concluir que a idade recomendável dos cortes para confecção de silagem é em torno de 100 dias, onde se obtém maior quantidade de forragem digerível por hectare.

Com uma boa fertilização e irrigação, pode-se obter 4 a 5 cortes por ano, com uma produção de forragem total de 210 t/ha/ano de matéria verde. O primeiro corte sempre deve ser feito em torno de 90 dias depois da germinação das sementes, para obter o enraizamento satisfatório.

Quantidade de sementes no plantio:

25% VC – 10 Kg/Ha

 

agrogushi@gmail.com

(67) 9.9950-3262  Vivo

Comments are closed.

Seo Packages