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ÁRIES – Panicum maximum cv. Áries

by Gushiken on 20 de junho de 2011


Nome científico:Panicum maximum Jacq.

Cultivar: Áries
Cultivar Protegido sob o n°: 21806.000674/2003-60 em 26/05/2003
Certificado de Proteção: 00500
Fertilidade do solo: 
Alta
Forma de crescimento: Touceira cespitosa de porte baixa
Altura: De 1,2 m a 1,5 m
Utilização: Pastejo direto, fenação e silagem
Digestibilidade: Alta (70% “in vitro”)
Palatabilidade: Excelente
Precipitação pluviométrica: Acima de 800 mm anuais
Tolerância à seca: Muito boa
Tolerância ao frio: Boa
Teor de proteína: 10 a 15% na MS (Matéria Seca)
Profundidade de plantio: 0,5 a 1,0 cm
Ciclo vegetativo: Perene
Produção de forragens: 18 a 20 t/ha/ano de matéria seca
Solos úmidos: Tolera solos mal drenados
Consorciação:Todas as leguminosas

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS

É uma gramínea cespitosa de ciclo perene,  com altura entre 1,2 a 1,5 m  (planta de porte baixo),  alta intensidade de perfilhamento basal e axilar,  colmo fino, comprimento do internódio curto,  colmo com pouca cerosidade,  folha sem pilosidade na bainha,  comprimento da lâmina curto de coloração verde clara.

O período de florescimento é indefinido e seu ciclo é precoce,  fazendo com que a planta floresça diversas vezes ao ano.  Este florescimento indeterminado permite a planta manter suas qualidades nutricionais,  mesmo florescidas.

ORIGEM

O cultivar híbrido de forrageira Áries foi obtido de cruzamento artificial,  realizado no ano de 1993,  em casa-de-vegetação pela Matsuda,  cruzando linhagens sexuadas de Centauro (fêmea) com Aruana (material comercial lançado pelo IZ).  No ano seguinte houve a seleção de genótipos superiores,  em progênies segregantes para apomoxia e sexualidade.  Em 1995 foram realizados os testes de progênie para separar os híbridos F1 apomíticos dos híbridos F1 sexuais.

Foram montados experimentos em Álvares Machado-SP,  Mirante do Paranapanema-SP e Jateí-MS,  nos anos de 1996 a 1999,  para selecionar os melhores híbridos F1 apomíticos,  verificando os cultivares com os melhores caracteres morfo-agronômicos e os de melhor valor nutritivo.  Selecionaram-se também os híbridos de melhor comportamento quanto à tolerância ao encharcamento periódico (solos mal drenados).

Em 2000 e 2001, este novo cultivar foi avaliado com animais verificando a capacidade de suporte,  resistência ao pisoteio,  potencial de rebrota,  persistência,  tolerância à seca,  potencial de produção de sementes,  etc.

CARACTERÍSTICAS AGRONÔMICAS

Apesar de seu porte baixo o Áries é um cultivar de P.  maximum bastante exigente em fertilidade de solo.  A sua principal característica é apresentar talos e folhas finas,  com altíssima digestibilidade e excelente qualidade nutricional.
A sua rebrota após o corte ou pastejo é bastante rápida,  apresenta após este manejo um aumento do número de perfilhos é caracterizado por apresentar várias épocas de florescimento,  fator este que permite o fechamento da área  (sementes germinam originando novas plantas,  melhorando o stand da área),  apresenta boa resistência ao período seco e também suporta por vários dias solos úmidos,  que apresentam má drenagem.

Pode produzir em torno de 1.200 kg/ha/ano de sementes com VC 20% (quantidade obtida em três colheitas ao ano).

UTILIZAÇÃO E MANEJO

O cultivar Áries por sua excelente digestibilidade (70% “in vitro”)  é recomendado para animais altamente seletivos,  tais como:  equinos,  ovinos,  caprinos e bezerros recém desmamados.

Recomendamos sempre respeitar um período de descanso ao pasto após o corte ou pastejo pelos animais,  suficiente para permitir sua rebrota,  porém sem deixar “passar” ou amadurecer,  ou seja,  evitar que fique fibroso e lignificado.  Um a cinco dias de pastejo por 25 a 30 dias de descanso é a média de utilização deste pasto,  durante o período chuvoso e quente.

Na seca estes períodos variam de acordo com as condições climáticas,  mesmo que o Áries apresente excelente desenvolvimento e adaptação nesta época.

Pode ser utilizado em pastejo direto pelos animais e também em cortes para silagem ou fenação.  Pode produzir em média 20 t/ha/ano de matéria seca.

Não foi observada presença de cigarrinha-das-pastagens nas várias áreas testadas.  Este cultivar,  por se tratar de Panicum maximum,  pode ser infestado por Claviceps e/ou Ustilago,  afetando assim a produção de sementes.

Em 2001 e 2002,  foi realizado no sítio Santa Sofia,  em Álvares Machado-SP,  em solos podzólicos corrigidos e adubados de acordo com os resultados de análise do solo,  testes com novilhos em pasto de Áries para averiguar o ganho de peso,  obtendo os seguintes resultados:

Avaliação de ganho de peso de animais nelores em pastejo de piquetes estabelecidos com o Áries,  durante dois períodos do ano,  avaliando também a capacidade de suporte.

Experimento realizado na Matsuda,  com o cultivar Áries, avaliando ganho de peso de ovinos,  durante dois períodos do ano,  em pastagem rotacionado.

QUANTIDADE DE SEMENTES NO PLANTIO

Recomendações dependendo das condições de plantio:

35 VC% – 10 a 12 Kg/Ha

50 VC% – 8 a 10 Kg/Ha

Revestida – 12 a 14 Kg/Ha

Série Gold Matsuda Incrustada –  4 a 5 Kg/Ha

As condições de plantio referem-se ao preparo de solo, as condições climáticas da região (chuva, temperatura do solo e luminosidade),  se o solo foi corrigido (calagem)  e fertilizado,  se há problemas com insetos (formigas,  cupins,  grilos,  gafanhotos,  lagartas,  cigarrinhas,  etc),  se há problemas com a infestação de ervas daninhas,  etc.

Estas informações deverão ser obtidas com o proprietário ou o administrador,  pois são estas pessoas que conhecem melhor a região,  para recomendarmos a quantidade necessária de sementes no plantio,  assim como a forma em que será plantada.

 

agrogushi@gmail.com

(67) 9.9950-3262  Vivo

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